Taxistas protestam contra alegados excessos da polícia em Cabinda | Angola | DW | 02.12.2021

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Angola

Taxistas protestam contra alegados excessos da polícia em Cabinda

Na província angolana de Cabinda, uma greve dos taxistas está a ter um grande impacto, com enchentes nas paragens. Os taxistas acusam a polícia de extorsão no trânsito. O fim da greve não tem data marcada.

Greve de taxistas em Cabinda

Paralisação dos taxistas na província de Cabinda não tem previsão para terminar

Os taxistas da província angolana de Cabinda iniciaram esta quarta feira (01.12) uma paralisação em protesto contra o que consideram ser uma prática de extorsão de dinheiro de que têm sido vítimas por parte dos agentes reguladores de trânsito nas operações recorrentes contra os taxistas.

Em entrevista à DW, alguns automobilistas dizem estar agastados com o comportamento da polícia. "Os agentes alegam que a pressão é do depósito adulterado e o mau estado técnico de algumas viaturas, mas em contrapartida no terreno, quando você é interpelado, o único comportamento deste é levar o carro até a um parque", contou um automobilista que pediu anonimato por recear retaliação.

João Lopes, outro automobilista insatisfeito, relata o transtorno que lhe causou a apreensão da sua viatura há quase três semanas. "Eu dependo do meu veículo e ele anda apreendido há três semanas. Estou a enfrentar dificuldades em casa porque o carro está no parque. Quando fui lá, mandaram-me aguardar. Infelizmente, há colegas que estão a pagar multas acima do exigido", disse.

A direção da Associação dos Taxistas de Cabinda (ATC) demarcou-se da greve, pelo que foi fortemente criticada pelos taxistas. "Temos o conhecimento, mas só que a greve não é legal. Somente a direção da Associação dos Taxistas de Cabinda deve decretar a greve porque ela tem em posse o caderno reivindicativo", afirmou o secretário-geral da ATC, Fernando Mabanza.

Polícia reage

Assistir ao vídeo 02:23

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O porta-voz do Comando Provincial de Cabinda, Adão Mayimbe, diz que há exagero na reação dos taxistas. As operações levadas a cabo atualmente são abrangentes e fazem parte do plano de operações.

"Nós, o comando provincial da Polícia Nacional, viemos tornar público e situar os automobilistas que as operações de trânsito têm várias vertentes. E que em momento algum somente se apreendeu os meios que fazem táxi, mas sim os meios num contexto geral que violam o Código de Estrada. Vários dos táxis foram apreendidos por mau estado técnico", justificou.

Durante a manhã nas ruas, aglomeraram-se cidadãos nas paragens de táxi numa cidade que não possui serviços de transportes públicos adequados. O cidadão Liberal Lima lamenta o sucedido por entender que muitos alunos e trabalhadores ficaram prejudicados neste primeiro dia de greve dos taxistas.

"É triste ver miúdos que vão à escola nesse tempo de provas sem táxi. Por exemplo, eu tenho meu filho que estuda no Cabassango e eu pergunto: Como é que ele vai sair dos coqueiros até ao Cabassango?", lamentou.

Assistir ao vídeo 02:06

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