Restos mortais de Nino Vieira vão para Mausoléu de Amura | Guiné-Bissau | DW | 05.11.2020

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Guiné-Bissau

Restos mortais de Nino Vieira vão para Mausoléu de Amura

O Governo da Guiné-Bissau aprovou hoje a transladação dos restos mortais do antigo Presidente guineense, João Bernardo “Nino” Vieira, para a fortaleza José D’Amura.

A decisão desta quinta-feira (5/11) do Conselho de Ministros em Bissau prevê a transladação dos restos mortais do antigo Presidente guineense, João Bernardo "Nino” Vieira, do cemitério Municipal de Bissau para a fortaleza José D'Amura, onde funciona o Estado Maior das Forças Armadas.

Uma fonte do Governo avançou à DW África que foi o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, quem fez essa proposta  ao Governo na reunião que manteve hoje com o primeiro-ministro, Nuno Nabiam, o Procurador-Geral da república, Fernando Gomes entre outros.

O ato terá lugar no próximo dia 16 de novembro, dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau, anunciou o Executivo guineense em comunicado na posse da DW África.

Guinea-Bissau Präsident Umaro Sissoco Embaló

Segundo fonte da DW +Africa, a iniciativa partiu do Presidente Umaro Sissoco Embaló

Leia também:Tribunal da CEDEAO condena Guiné-Bissau a indemnizar familiares de "Nino" Vieira

Assassínio por resolver

Nino Vieira, um célebre combatente da Liberdade da Pátria, que leu a proclamação da independência da Guiné-Bissau, foi brutalmente assassinado na sua residência em Bissau em março de 2009. Foi o Presidente da Guiné-Bissau que mais tempo esteve no poder, tendo-se tornado numa figura simultaneamente carismática e controversa.

A investigação do crime foi arquivada em dezembro de 2017, sem que fossem apurados os autores do assassínio. Nino Vieira, foi morto em pleno exercício das funções do Presidente da República. O crime ocorreu horas depois do então chefe das forças armadas, Tagmé Na Waié, ter sido assassinado à bomba no Estado Maior, no bairro de QG, em Bissau.

A fortaleza d'Amura, erguida em plena coração de Bissau, foi construída pelos colonos portugueses em 1696 para proteger a então província da cobiça dos franceses, mas o local seria sucessivamente utilizado para vários fins.

Na fortaleza foram sepultados, em 1975, os restos mortais de Amílcar Lopes Cabral, e mais tarde os de outros heróis guineenses, nomeadamente Francisco Mendes, Osvaldo Vieira, Titina Silá, e Pansau Na Isna.