Objectivos de Desenvolvimento do Milénio: Angola é um dos países mais afectados do mundo pelo problema da mortalidade infantil | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.11.2010
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Internacional

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio: Angola é um dos países mais afectados do mundo pelo problema da mortalidade infantil

Os observadores internacionais temem que Angola não vai conseguir atingir os objectivos do milénio que apontam para uma redução substancial dos índices de mortalidade infantil até 2015.

Mãe com criança desnutrida no Hospital Pediátrico da Divina Providência, um hospital da Igreja Católica na periferia de Luanda.

Mãe com criança desnutrida no Hospital Pediátrico da Divina Providência, um hospital da Igreja Católica na periferia de Luanda.

Portrait Dr Margarida Correia

Doutora Margarida Correia, chefe do banco de urgências do Hospital Pediátrico David Bernardino, hospital público no centro de Luanda. "Pouco se tem investido no sistema de saúde", diz esta médica.

É que - nos últimos anos - praticamente não se registaram avanços nesta área. Em Angola continuam a morrer cerca de 260 bebés em cada mil bebés, antes de atingirem a idade de cinco anos. Quer dizer, mais do que um quarto das crianças morre antes de completaram os cinco anos de idade. Um número altíssimo: na Alemanha morrem menos de 4 crianças em cada mil crianças.

Até em comparação com outros países em vias de desenvolvimento, Angola apresenta número altíssimos. No país vizinho da Namíbia morrem 62 crianças em cada mil, em Cabo Verde 35 em cada mil.

Unterernährtes Kind

Criança desnutrida no Hospital Pediátrico David Bernardino. Lubina Rodrigues, avó da criança não perde a esperança na recuperação do neto.

O que torna a situação de Angola ainda mais gritante é o facto de se tratar de um país com imensas riquezas naturais e - por conseguinte - com altíssimos índices de crescimento económico. Mas as riquezas do país não são investidas no bem estar das populações pobres, dizem os críticos que salientam que o sistema de saúde continua em estado catastrófico, apesar de - nos últimos tempos - terem sido inaugurados alguns novos hospitais publicos e sobretudo particulares.

Uma reportagem de António Cascais.

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