O que fará Angela Merkel após as eleições para o Parlamento alemão? | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 02.09.2021

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Internacional

O que fará Angela Merkel após as eleições para o Parlamento alemão?

Os novos integrantes do Parlamento serão escolhidos a 26 de setembro. Angela Merkel já não será uma candidata. A atual chanceler quer reformar-se, e a Alemanha abrirá um novo capítulo na sua história.

A 26 de setembro, os alemães irão eleger um novo Governo e, pela primeira vez desde 2005, Angela Merkel não irá concorrer ao cargo de chanceler. A carismática líder alemã vai, portanto, reformar-se, e a Alemanha abrirá um novo capítulo na sua história.

Em julho, durante uma visita a Washington, Angela Merkel foi questionada acerca do seu futuro e de como imaginava a sua reforma. Esta tem sido uma pergunta a que Merkel tem vindo a fugir nos últimos anos. Dessa vez, porém, talvez pela proximidade da situação, a chanceler respondeu abertamente ao tema dizendo até que acha que "vai gostar muito" desta nova fase. 

"Acho que me vou acostumar à nova realidade e vou gostar de não ter hora marcada para participar em várias atividades e fóruns. Vou-me habituar ao facto de outra pessoa estar neste cargo e ser responsável por essas tarefas. E aperceber-me-ei que tenho tempo livre para relaxar e que posso não aceitar convites", disse.

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Especulações sobre o futuro

Vários artistas alemães, como fotógrafos e escritores, têm especulado nas suas obras sobre como será a vida da chanceler na reforma. Há os que imaginam a chanceler a fazer vida no campo, na sua casa de férias.

Mas há também os que questionam como poderá uma pessoa que está habituada a ter uma agenda completa de manhã à noite, conseguir desligar do mundo laboral de um dia para o outro.

"Penso que vou fazer uma pausa para pensar no que gostaria de fazer porque, nos últimos 16 anos, não tive tempo de pensar nestas coisas. Depois, talvez tente ler até que os meus olhos se fechem de cansaço e durma um pouco... E quem sabe onde acordarei", disse chanceler recentemente em Berlim.  

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Transição ocupará Merkel

Angela Merkel não parece por isso estar preocupada. Até porque a noite de 26 de setembro não marca de modo algum o fim imediato das suas tarefas. Até à formação do novo governo, que pode demorar várias semanas, Merkel permanecerá no cargo na qualidade de executiva.

Em média, nas últimas décadas, os novos chanceleres e gabinetes de Governo foram empossados entre cinco a seis semanas após as eleições. Em 2017, no entanto, foram necessários cinco meses e meio até que a nova coligação governamental se consolidasse.

Financeiramente, a chanceler alemã também não terá com o que se preocupar, uma vez que receberá uma pensão de cerca de 15 mil euros por mês, com direito à proteção pessoal e a um carro com motorista para o resto da vida. 

O que fizeram seus antecessores?

Merkel nunca mencionou se pensa ingressar no mundo dos negócios como fizeram alguns dos seus antecessores. Helmut Kohl  fundou uma empresa de consultoria política e estratégica que foi um sucesso.

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Poucos meses após de deixar o cargo, Gerhard Schröder começou a prestar serviços para a empresa Nord Stream,  subsidiária da russa Gazprom, o que lhe valeu muitas críticas na altura, uma vez que Schröder tinha feito campanha a favor desta mesma empresa enquanto foi chanceler.

Na Alemanha, é estipulado por lei que, antes de se mudarem para o mundo dos negócios, os antigos membros do Governo devem perguntar ao Gabinete do Chanceler se as atividades em causa "prejudicam os interesses públicos". Os casos são remetidos a uma comissão de ética que dá o seu parecer ao Governo, que pode impor um período de espera de até 18 meses em caso de dúvida.

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