Lutero Simango defende independência económica de Moçambique | Moçambique | DW | 09.08.2022

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Moçambique

Lutero Simango defende independência económica de Moçambique

Líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) defende a independência económica do país para "mitigar o sofrimento do povo". Lutero Simango critica também a suspensão da Tabela Salarial Única pelo Governo.

Lutero Simango: O Governo não tem uma política adequada para garantir a inclusão económica e social

Lutero Simango: "O Governo não tem uma política adequada para garantir a inclusão económica e social"

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, defendeu, esta terça-feira (09.08), que Moçambique precisa alcançar a independência económica para garantir melhores condições de vida aos cidadãos.

Falando numa conferência de imprensa na cidade de Maxixe, na província de Inhambane, sul do país, Simango criticou ainda a falta de pagamento de salários na tabela única aprovada pelo Governo este ano.

Lutero Simango disse que o país "está a precisar de trabalhar seriamente para conquistar a independência económica, como melhor caminho para mitigar o sofrimento do povo".

"Mas para isso", continuou o presidente do MDM, "precisa-se de um Governo comprometido que possa servir os moçambicanos, e, infelizmente, o Governo do dia não tem uma política adequada para garantir a inclusão económica e social".

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O salário mínimo moçambicano é de 8.000 meticais (cerca de 100 euros). No entanto, uma cesta básica no país custa cerca de 19 mil meticais (250 euros),  segundo dados da Organização dos Trabalhadores de Moçambique.

Diante desta realidade, Lutero Simango afirmou que o salário mínimo praticado no país não satisfaz os trabalhadores moçambicanos.

Cancelamento da TSU

O líder da segunda maior força da oposição moçambicana lamentou ainda a não implementação da Tabela Salarial Única (TSU), que deveria ter entrado em vigor desde o passado mês de julho, conforme anunciou o Governo, mas foi um fracasso devido aos erros na atribuição dos valores pelas autoridades.

"Nos últimos cinco a dez anos, ainda não testemunhei a promoção das carreiras profissionais dos funcionários. Aliás, a promoção estagnou-se há muito tempo, não se podia avançar para a Tabela Salarial Única sem primeiro resolver a questão da promoção dos nossos funcionáriose agentes do Estado", criticou Simango durante o encontro com os jornalistas.

Apesar das críticas contra a atual situação económica e social do país, Lutero Simango não avançou com nenhuma proposta concreta para tentar mudar este quadro. Mas disse que o MDM está a preparar-se para a próxima corrida eleitoral.

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