Insegurança suspende ajuda humanitária no nordeste da Nigéria | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 10.03.2018
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Internacional

Insegurança suspende ajuda humanitária no nordeste da Nigéria

Médicos Sem Fronteira e ONU mantêm suspensão de ajuda humanitária após a morte de três trabalhadores em ataque do Boko Haram, no início do mês, na cidade de Rann.

Campo de refuagiados em Rann, depois da ataque em aneiro de 2017

Campo de refuagiados em Rann, depois da ataque em aneiro de 2017

A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) prolongou este sábado (10.03), por tempo indeterminado, a suspensão da ajuda humanitária na cidade de Rann, na fronteira com os Camarões, no nordeste da Nigéria. A medida foi adotada desde a morte de três trabalhadores humanitários durante um ataque do grupo jihadista Boko Haram, a 1 de março.

"Nós achamos que aquela região toda não está protegida", alertou a coordenadora de emergência da organização MSF, Kerri Ann Kelly, que disse que "sem a proteção necessária será muito difícil trabalhar".

Além da MSF, a Organização das Nações Unidas (ONU), que atende a população naquela região, também suspendeu os seus serviços após o ataque. Inicialmente, a suspensão duraria até a última sexta-feira, mas foi prolongada até a próxima terça-feira (13.03), informou a ONU em Abuja.

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Ajuda humanitária

A organização humanitária MSF, a agência das Nações Unidas para crianças (UNICEF) e o Comité Internacional da Cruz Vermelha fornecem alimentos de emergência, cuidados médicos e outros serviços para cerca de 80 mil pessoas em Rann. Destes, 55 mil viviam num acampamento para pessoas deslocadas pela insurgência islâmica, que começou em 2009 e devastou o nordeste da Nigéria, matando pelo menos 20 mil pessoas.

Kerri Ann Kelly disse que a suspensão deixa essas pessoas sem cuidados de saúde e nenhum acesso à distribuição de alimentos – e o tempo pressiona as organizações a retomar as atividades antes da chegada do período de chuvas, em meados de maio.

No ano passado, a ajuda humanitária na cidade de Rann foi interrompida devido a inundações durante as chuvas, enquanto em todo o nordeste a escassez de alimentos se torna mais aguda e doenças como a malária aumentam.

A ONU apelou este ano por mais de um mil milhões de dólares para financiar suas operações no nordeste da Nigéria, onde a insurgência deixou milhões de pessoas sem lar e dependentes da ajuda. O ataque na cidade de Rann também provocou novas dúvidas sobre as alegações do Governo, de que os jihadistas do Boko Haram estão derrotados.

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