Guiné-Bissau: Nuno Nabian reage à morte de manifestante em protestos | Guiné-Bissau | DW | 27.10.2019

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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Nuno Nabian reage à morte de manifestante em protestos

Nuno Gomes Nabian, também candidato às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, reagiu neste domingo (27.10) aos acontecimentos dos protestos deste sábado em Bissau, e que resultaram em um morto e feridos.

Guinea-Bissau Wahlen 2014 Nuno Nambiam 18.5.2014

Nuno Gomes Nabian

O líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que partilha a governação com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusa as autoridades policiais de "execução" de um manifestante este sábado (26.10) na sequência de uma manifestação reprimida pelas forças da ordem.

Nuno Gomes Nabian, que também é candidato às eleições presidenciais apoiado pelo seu partido, reagiu neste domingo (27) em conferência de imprensa aos acontecimentos de sábado em Bissau:

"O que aconteceu nesta marcha é um plano premeditado e uma ordem de mandar matar. É grave. É aquilo que chamamos de excesso de força ou brutalidade da força da ordem, o que não é normal numa sociedade que tentamos construir. Este irmão [manifestante] foi executado. Inalou o gás, perdeu o fólego, desmaiou. Segundo informações, a polícia chegou e meteu-o arma no pescoço até à morte. É ordem para matar as pessoas, para não se manifestarem. Por isso, os mandantes desta ordem têm que ser responsabilizados".

Reações

Proteste in Guinea Bissau

Polícias dispersam manifestantes em Bissau

Na sequência dos acontecimentos - que resultaram na morte de um dos manifestantes e no ferimento de dois outros -, surgiram ainda no sábado (26.10) várias reações. A Liga Guineense dos Direitos Humanos e o Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), líder da oposição, condenam a atuação da polícia e exortaram ao Ministério Público a abrir um inquérito célere e transparente para apurar as responsabilidades.

O MADEM G-15 disse ainda estranhar a o silêncio do P5 em relação à "desproporcional" atuação das forças da ordem. O partido líder da oposição responsabiliza o Governo, particularmente o Primeiro-ministro (Aristides Gomes) e o Ministro do Interior (Juliano Fernandes) pelo sucedido.

O P5 é da denominação dada às Nações Unidas, União Europeia, União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que têm apoiado a Guiné-Bissau.

Por seu lado, o ministério do Interior, que na véspera tinha proibido a manifestação, alegando que os organizadores da marcha não respeitaram os critérios e requisitos para obterem o seu aval, anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar as eventuais responsabilidades. Segundo o ministério, os dados recolhidos não apontam que a morte de um manifestante esteja ligada à atuação da polícia.

A manifestação tinha sido convocada para denunciar supostas irregularidades no processo eleitoral, alegadamente cometidas pelo Governo, na preparação das eleições presidenciais previstas para 24 de novembro.