EUA: Justiça decreta caução de US$ 1 milhão a Derek Chauvin | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.06.2020
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Internacional

EUA: Justiça decreta caução de US$ 1 milhão a Derek Chauvin

O ex-polícia acusado da morte do afro-americano George Floyd, em Minneapolis, compareceu à primeira audição em tribunal. O pagamento da caução pode garantir liberdade condicional ao antigo agente.

O ex-polícia norte-americano Derek Chauvin

George Floyd morreu depois de Derek Chauvin lhe pressionar o pescoço com o joelho

Nos Estados Unidos, o ex-polícia Derek Chauvin, acusado da morte do afro-americano George Floyd, em Minneapolis, compareceu esta segunda-feira (08.06) pela primeira vez perante uma juíza, que lhe fixou uma caução de um milhão de dólares (o equivalente a 885 mil euros) para ficar em liberdade condicional. 

Derek Chauvin compareceu à audiência por videoconferência a partir da prisão. A próxima audiência foi marcada para 29 de junho. O ex-polícia é acusado de assassinato intencional, não premeditado, e arrisca-se a uma pena de até 40 anos de prisão. 

Congressistas americanos ajoelhados

Congressistas democratas nos EUA ajoelharam-se por oito minutos e 46 segundos

 Congressistas ajoelhados

Os congressistas democratas pedem reformas na polícia. Durante oito minutos e 46 segundos, duas dezenas de democratas ajoelharam-se, esta segunda-feira, no Congresso norte-americano, em Washington, em memória de George Floyd.

"Para quem quiser, vamos ajoelhar-nos para um momento de silêncio", afirmou Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes do Congresso dos EUA.

Ouvir o áudio 02:00

Congressistas democratas rendem homenagens a George Floyd

Floyd morreu há duas semanas em Minneapolis, depois de Derek Chauvin lhe pressionar o pescoço com o joelho, durante oito minutos e 46 segundos, de acordo com a acusação.

Os democratas anunciaram que têm em mãos nova legislação contra a violência da polícia, que levanta uma parte da imunidade dos agentes. As vítimas de violência e as famílias poderão pedir indemnizações por má conduta. Imobilizar detidos pressionando o pescoço passa a ser proibido. E exige-se à polícia mais transparência em relação ao uso de força. Não se sabe ainda se os republicanos votarão a favor da legislação para reformar a polícia.

 "Esta é uma legislação transformadora. Este é um dia importante. O martírio de George Floyd - que descanse em paz - provocou uma mudança no mundo", sublinhou Nancy Pelosi.

Protestos mundo afora

A morte de George Floyd continua a provocar protestos, dentro e fora dos Estados Unidos. Esta segunda-feira, em França, centenas de manifestantes ajoelharam-se em frente a um memorial da abolição da escravatura, na cidade de Nantes. Na África do Sul, dezenas de apoiantes do partido Combatentes da Liberdade Económica, de Julius Malema, manifestaram-se contra o racismo frente à embaixada norte-americana em Pretória.

Malema pediu o fim da brutalidade contra negros. "Estamos aqui em frente aos escritórios de assassinos, que pensam que têm poder para nos dizer como nos devemos comportar", declarou.

Em memória de George Floyd, os manifestantes ajoelharam-se também durante oito minutos e 46 segundos. O funeral de George Floyd está marcado para esta terça-feira (09.06), em Houston, a sua cidade-natal.

Assistir ao vídeo 01:25

Bundesliga: Jogadores prestam homenagem a George Floyd