Detido em Angola diretor do Tesouro por suspeita de desvio de verbas | NOTÍCIAS | DW | 18.11.2017

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NOTÍCIAS

Detido em Angola diretor do Tesouro por suspeita de desvio de verbas

O diretor nacional do Tesouro angolano, Edson Vaz, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola, no âmbito de uma investigação policial a alegados desvios de fundos do Estado.

As verbas seriam usurpadas através de contratos celebrados com empresas fictícias. De acordo com a notícia publicada este sábado (18.11) pelo jornal angolano "O País", Edson Vaz foi detido por elementos do SIC na sexta-feira (17.11) ao final da tarde.

A investigação em causa implica-o em "pagamentos a empresas que não terão prestado serviços ao Estado, sobretudo no domínio das Obras Públicas". A agência Lusa tentou confirmar a veracidade desta detenção junto do SIC, mas sem sucesso.

Segundo caso em um mês

O ministério das Finanças de Angola ainda não se pronunciou sobre este caso, o segundo do género dentro de órgãos sobre tutela do ministro Archer Mangueira em cerca de um mês.

A 12 de outubro, num outro processo, o SIC deteve pelo menos cinco altos funcionários da Administração-Geral Tributária (AGT) por suspeitas de desvio de receitas da cobrança de impostos a empresas importadoras.

Na sequência deste caso, o Ministério das Finanças exonerou Nikolas Neto, indiciado e um dos administradores da AGT, anunciando ainda ter desencadeado diligências internas "para proteção dos direitos dos contribuintes, impedir o descaminho de tributos devidos ao Estado e moralizar a instituição".

A 26 de setembro, no discurso de tomada de posse, o novo Presidente angolano, João Lourenço, prometeu que o combate ao crime económico e à corrupção seria uma "importante frente de luta". "A corrupção e a impunidade têm um impacto negativo direto na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. Exorto por isso todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para estripar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade", afirmou, na altura, João Lourenço.

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