Argélia: Abdelaziz Bouteflika desiste de concorrer a quinto mandato | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 12.03.2019

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Internacional

Argélia: Abdelaziz Bouteflika desiste de concorrer a quinto mandato

O Presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, de 82 anos, anunciou que não vai concorrer a um quinto mandato, após uma onda de protestos no país. Presidenciais de abril foram adiadas "sine die".

Abdelaziz Bouteflika cedeu à pressão popular e não se candidatará novamente à Presidência da Argélia, contrariamente ao que anunciou no início de março.

"Não haverá um quinto mandato", assegurou Bouteflika num comunicado divulgado pela imprensa estatal esta segunda-feira (11.03).

Há mais de duas semanas que a Argélia era palco de protestos de centenas de milhares de argelinos contra a recandidatura do chefe de Estado, de 82 anos, que esteve internado num hospital da Suíça até domingo passado. No comunicado, Bouteflika sublinhou que é preciso incluir os jovens no processo de reformas do país.

Algerien | Bouteflika verzichtet auf Kandidatur

Festejos em Argel depois de Bouteflika anunciar que não se recandidatará

Celebrações nas ruas

O anúncio de Bouteflika foi recebido em júbilo na capital, Argel. Muitos habitantes foram para as ruas, agitaram bandeiras e cantaram o hino nacional, ouvindo-se também buzinas de carros um pouco por todo o lado. Mas há também quem olhe para as declarações do Presidente com ceticismo.

As eleições presidenciais, agendadas para 18 de abril, foram adiadas. Bouteflika não anunciou a data de um novo escrutínio.

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Noureddine Bedoui, até agora ministro do Interior e discípulo de Bouteflika, foi nomeado primeiro-ministro em substituição de Ahmed Ouyahia, igualmente criticado nos protestos das últimas semanas. Bedoui será coadjuvado por um vice-primeiro-ministro, Ramtane Lamamra, que acumula a pasta dos Negócios Estrangeiros. Ambos terão a tarefa de chefiar o país durante um período de transição, cuja duração não foi especificada.

Segundo Bouteflika, deverá agora ser convocada uma conferência nacional "independente e inclusiva", incumbida de organizar novas eleições e elaborar uma nova Constituição.

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