Angola: UNITA acusa SIC de torturar militantes detidos no Uíge | Angola | DW | 22.03.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

Angola: UNITA acusa SIC de torturar militantes detidos no Uíge

Secretário da UNITA no Uíge acusa efetivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) de torturarem militantes do partido detidos na sequência dos confrontos, no sábado (19.03), com membros do MPLA, em Sanza Pombo.

Apoiantes da UNITA (foto ilustrativa)

Apoiantes da UNITA (foto ilustrativa)

Vários dos 30 militantes da UNITA detidos pelo SIC estão ser alvo de tortura, denuncia o  secretário provincial do partido no Uíge, Félix Lucas. "Quando foram, apanharam o nosso secretário para a mobilização da JURA. Ele estava em sua casa, foi capturado e foi torturado e está preso lá no Sanza Pombo", afirma.

Contactado pelo DW África, Zacarias Fernandes, do SIC, refutou as acusações. "Isso não corresponde à verdade porque nós estamos a trabalhar de formas a que estes sejam responsabilizados criminalmente", disse.

"As pessoas têm os seus direitos e esses direitos são reservados constitucionalmente, as pessoas não devem ser submetidas a qualquer tipo de ato de tortura", sublinhou ainda o responsável do Serviço de Investigação Criminal.

Confrontos entre UNITA e MPLA

Os confrontos que envolveram militantes do dois partidos no Uíge aconteceram no último sábado (19.03), dia em que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) MPLA realizou um ato de massas que coincidiu com uma atividade política de celebração dos 56 anos da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

Há democracia interna na UNITA?

Militantes da UNITA  estão a ser acusados de atearem fogo às instalações do MPLA, de destruição de bens na rádio local e na residência da administradora municipal de Sanza Pombo, no último final de semana.

As acusações são de Carvalho da Rocha, primeiro secretário do MPLA e governador provincial do Uíge. "Militantes do partido UNITA tiveram, de facto, uma ação de puro vandalismo, não só atacando as pessoas que estiveram numa atividade política do MPLA, como também vandalizaram a estrutura do MPLA, vandalizam consequentemente também a Rádio Sanza Pombo, portanto é um ato que nós condenarmos", declarou.

UNITA denuncia perseguições

Já o secretário da UNITA no Uíge, Félix Lucas, diz que há um certo exagero por parte do MPLA. Lucas denuncia que o seu partido tem sido alvo de perseguições, dada a convergência de atividades políticas dos dois partidos na província. 

"Isso foi uma perseguição, o MPLA realiza programas em que não tem havido nenhum problema, só há problema se nós realizarmos um programa", critica. "Sexta-feira houve programa, um acto no Negaje do MPLA, não houve nenhum problema porque a UNITA não foi para lá, não criou qualquer outro programa para evitar outros problemas", acrescenta Félix Lucas.

"Sempre que realizamos um programa num município, eles [MPLA ]também realizam no mesmo local e isso de facto cria muitos problemas",  reconhece.

O número um do "galo negro" acusa is militantes do MPLA de terem sido responsáveis pelo desencadear dos confrontos que envolveram os militantes dos dois maiores partidos. "Eles fizeram uma barreira ao grupo do MPLA, atacaram umas das nossas viaturas. Os nossos militantes estão a ser agredidos e outros foram fugindo no meio do bairro porque eles eram muitos", relata.

Angola, um "xadrez político"

Leia mais