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Economia

Volkswagen globaliza os direitos sociais dos empregados

Como primeira empresa do setor automobilístico, a Volkswagen decidiu assumir responsabilidade social no processo da globalização e concederá futuramente os mesmos direitos aos seus funcionários de todo o mundo.

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Chanceler Gerhard Schröder na fábrica da VW, em São Bernardo do Campo: mesmos direitos na Alemanha e no Brasil

Os mesmos direitos sociais serão concedidos futuramente pelo conglomerado Volkswagen aos seus 320 mil funcionários em todo o mundo. Isto é o que prevê um documento assinado por Peter Hartz, diretor de Recursos Humanos da VW, assim como pelo presidente do IG Metall (sindicato alemão dos metalúrgicos), Klaus Zwickel, e pelo presidente do Conselho de Co-gestão da empresa, Klaus Volkert.

A "Declaração sobre os Direitos Sociais e as Relações Industriais da Volkswagen" foi assinada em Bratislava (Eslováquia), nesta sexta-feira (07/06). Segundo o líder sindical Zwickel, a montadora alemã é a primeira empresa do setor automobilístico a possuir uma Carta Social deste tipo, de abrangência mundial.

Na declaração, a Volkswagen garante aos seus empregados em todo o mundo a igualdade de direitos e o tratamento igualitário, mas também o direito de formação ou de adesão aos sindicatos. Ao mesmo tempo, é rechaçado qualquer tipo de trabalho forçado, o trabalho involuntário de presos, assim como a exploração do trabalho infantil. O documento fixa também o compromisso com a prevenção dos acidentes de trabalho e com a proteção à saúde dos funcionários.

Responsabilidade social na globalização

Segundo Peter Hartz, uma empresa de presença mundial como a Volkswagen não pode dar tratamento distinto aos seus funcionários na Europa e nos Estados Unidos ou na América Latina. "Só é social a empresa que transforma seus funcionários em co-empresários e lhes oferece a possibilidade de contribuir para assegurar o seu posto de trabalho", afirmou o diretor de RH da VW. A responsabilidade social é um valor básico que a sociedade européia introduz na globalização, segundo Hartz.

Na opinião de Klaus Zwickel, que também é presidente da Confederação International dos Metalúrgicos, "enquanto a globalização dos mercados de produtos e de capitais avança, não se logrou impor até agora um mínimo de regras sociais válidas mundialmente para o comércio e os investimentos". O documento da Volkswagen será uma grande ajuda para se conseguir um passo semelhante de outras empresas européias, afirmou o líder sindical. Existem gestões neste sentido também junto a empresas americanas, mas estas se mostram insensíveis a tais reivindicações.

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