1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Volkswagen diminui investimentos e reorganiza marcas

O conselho administrativo da Volkswagen decidiu dividir em dois grupos as marcas da montadora e reduziu seus investimentos até 2005 para 60,6 bilhões de marcos.

default

Linha de montagem da VW, em sua sede, em Wolfsburg.

O conselho administrativo da Volkswagen tomou hoje, em Wolfsburg, várias decisões importantes acerca do futuro da maior montadora européia. O presidente designado da VW, Bernd Pieschetsrieder, conseguiu aprovar uma reorganização das marcas, acompanhada de enxugamento da gerência, a fim de aumentar os lucros e ampliar a fatia da montadora no mercado.

As diversas marcas foram agrupadas em torno da Volkswagen e da Audi, as "cabeças" das duas famílias. Enquanto a Volkswagen ficou com as clássicas, Skoda, Bugatti e Bentley, o grupo liderado pela Audi inclui as mais esportivas, Seat e Lamborghini. Pietschrieder dirigirá a Volkswagen e a Audi ficou a cargo do diretor Martin Winterkorn. Ele substitui Franz-Josef Paefgen, que assumirá a presidência da Rolls-Royce e Bentley, a chefia do departamento de pesquisa do grupo, além do setor de automobilismo.

Corte nos investimentos - O conselho administrativo aprovou ainda investimentos da ordem de 60,6 bilhões de marcos (68,18 bilhões de reais) para os próximos cinco anos, o que representa uma redução de 3 bilhões de marcos (3,37 bilhões de reais) em relação ao que estava previsto. Cerca de 60% dos recursos serão aplicados na Alemanha. Na sede da montadora, em Wolfsburg, serão investidos 8 bilhões de marcos (8,99 bilhões de reais). Boa parte dos recursos será destinada a ampliar e reestruturar o programa de modelos.

Dessa forma, Bernd Pischetsrieder, já conseguiu impor a marca de sua gestão, muito antes de substituir Ferdinand Piech na presidência da Volkswagen, o que só acontecerá em 17 de abril de 2002. Outra mudança aprovada pelo conselho foi a divisão das atividades em quatro regiões: União Européia, América do Norte, América do Sul/África do Sul e Ásia/Pacífico. Esta última incluirá, além do mercado asiático propriamente, todos os demais países.

Erros na estratégia - Ao separar melhor as marcas, a Volkswagen reagiu à crítica dos seus revendedores de que os modelos do grupo estavam cada vez mais parecidos, enquanto havia grande diferença de preços conforme a marca. Muitos clientes não entendiam por que comprar um Golf, se por menos dinheiro poderiam ter um Seat quase igual. Outra crítica procedente é que a montadora teria "dormido no ponto" quanto a tendências no mercado automobilístico e no gosto da clientela. Fato é que, na Alemanha, a Volkswagen vendeu 727 mil automóveis de janeiro a setembro, 5% a menos do que no mesmo período do ano passado.

"A Volkswagen errou em sua estratégia de querer aplicar os mesmos conceitos de automóveis em todas as marcas", diz Ferdinand Dudenhöffer, diretor do Centro de Pesquisas Automotivas da Escola Superior de Gelsenkirchen. Isso foi o que vinha fazendo Piech desde 1992: construir o maior número de automóveis possível sob a mesma plataforma ou base técnica. Ao que tudo indica, na era Pischetsrieder não haverá vários modelos com o mesmo chassis e as marcas sairão da esteira de produção com características próprias e inconfundíveis.