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Cultura

Vivienne Westwood: rainha do punk e da alta-costura

O NRW-Forum de Düsseldorf apresenta a maior exposição já realizada sobre Vivienne Westwood, rainha da moda punk nos anos 70 e 80 e já há muito também da alta-costura.

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Vivienne Westwood: 64 anos de inquietude e criatividade

O Museu Victoria & Albert de Londres organizou a maior exposição já realizada sobre Vivienne Westwood, que agora em turnê mundial foi aberta para o público nesta segunda-feira (06/02) no NRW-Forum de Düsseldorf, capital da Renânia do Norte-Vestfália.

Ela é uma das mais famosas estilistas da atualidade e certamente também uma das mais influentes. Tornou-se a primeira-dama da moda punk nos anos 70 e 80, mas há muito mudou também para a alta-costura.

E a exposição começa com uma frase de Westwood: "Eu tenho uma espécie de relógio interno dentro de mim que reage contra tudo que é ortodoxo", acompanhada de um relógio sobre a porta de entrada da exposição mostrando o dia com 13 horas e ponteiros que andam em sentido anti-horário.

Nas horas do punk

Vivienne Westwood Retrospektive

Tudo começou com sua loja Sex em Londres nos anos 70

O relógio é uma réplica daquele de sua loja da King's Road em Londres, onde sua carreira começou há 30 anos. De proprietária subversiva de uma loja de roupas, Vivienne Westwood tornou-se um dos pilares da moda britânica e é isso que mostra a exposição em Düsseldorf, para a surpresa de alguns, na opinião da própria estilista.

A curadora Claire Wilcox explica que o conceito da exposição foi oferecer um resumo da carreira de Vivienne Westwood. E é claro que uma seleção do seu trabalho teria que incluir o punk.

A sua relação de trabalho com Malcom McLaren, agente da banda punk Sex Pistols e figura-chave do movimento punk, revolucionou a moda. Moda punk, borracha e bandagem marcam o início da exposição.

Após a atitude política provocativa dos primeiros tempos e a separação de Malcom McLaren, com quem Westwood teve um filho, a estilista descobre gradualmente o gosto pela História.

Westwood: História como musa da moda

Vivienne Westwood Retrospektive

Aprendendo com a História: coleção de verão de Westwood em 1994

Observando as pinturas do Museu Victoria & Albert, Westwood estudou a indumentária do século 18, aprendendo autodidaticamente motivos e padrões de corte da época. Seu trabalho não é, entretanto, uma cópia. Suas criações representam telas onde ela pinta suas próprias idéias, lutando também pela valorização da História no mundo da moda.

Explorando como a estilista incorporou as referências históricas da moda e da cultura no seu trabalho, o historicismo de Westwood é um dos temas centrais da exposição, o que é evidente nos seus impressionantes vestidos de noite, comenta Wilcox.

A curadora explica: "Nós posicionamos um vestido de noite vizinho a um retrato de Madame Pompadour pintado por Boucher. Pode-se ver aqui que Westwood explorou as qualidades pictóricas da vestimenta com a seda amarrotada, aproveitando a forma com a qual a luz se espalha nas dobras".

Os visitantes também podem ver os trabalhos de Westwood em ação. Em um pequeno cinema, são exibidos vídeos de seus desfiles, onde Westwood comenta vários aspectos do seu trabalho.

Ensaboa mulata, ensaboa

BdT Vivienne Westwood Ausstellung

Restropectiva de Westwood em Düsseldorf

Na opinião da curadora Claire Wilcox, a estilista acredita que a moda pode mudar a maneira como as pessoas pensam, pois assim como suas roupas, os seus ideais também atraem as pessoas.

Westwood aconselha que se pode ter uma vida melhor ao usar roupas que impressionam e para aqueles que queiram uma opinião para sua próxima compra, a estilista responde:

"A melhor pergunta que me fizeram após um desfile de roupas masculinas foi: o que os jovens devem usar na próxima estação? Eu disse que eles não deviam comprar nada. Eles têm um guarda-roupa cheio de roupas que devem ser usadas. Vocês devem lavá-las o maior número de vezes possível. Quanto mais lavar, mais bonitas elas ficarão. Mas o bom mesmo é não lavá-las!"

"Eu não sou terrorista"

Vivienne Westwood eröffnet ihre Ausstellung in Düsseldorf

Vivienne Westwood na abertura de sua exposição

Apesar dos 64 anos e o título de Dama que recebeu da Rainha Elisabeth II, a antiga professora da Universidade das Artes de Berlim não se vendeu ao sistema. Na abertura da exposição em Düsseldorf, ela usava um colar com a frase "Eu não sou terrorista" e um botão com as iniciais A.R. (resistência ativa).

Westwood explica que esta é a sua campanha Active Resistance contra a propaganda, salientando o seu desejo de a juventude estar lendo livros e visitando exposições em vez de ver televisão. Em suas palavras "o que sai de você, é o que você coloca dentro, se você viver como um idiota, você morrerá como um idiota e o mundo será um espaço de sofrimento, porque ninguém está pensando".

Pensar é essencial para Westwood. Ela fala que sua energia teimosa advém da estimulação cerebral e o seu relógio interno ainda reage contra qualquer tipo de ortodoxia.

A exposição "Vivienne Westwood: princesa do punk" está aberta até 14 de maio no NRW-Forum em Düsseldorf.

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