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Mundo

Texas demite policial por morte de jovem negro

Departamento de Arlington condena conduta do policial branco que matou Christian Taylor quando o adolescente supostamente assaltava uma concessionária. Protesto pede que agente seja levado à Justiça.

A polícia do Texas anunciou a demissão do policial branco que atirou e matou um estudante negro desarmado perto de Dallas na última semana. O chefe da polícia de Arlington, Will Johnson, justificou a medida afirmando que, além de ter matado um adolescente, a conduta do policial colocou a corporação inteira numa posição de confrontação perigosa com possíveis retaliações.

"Este é um caso extremamente complicado", disse Johnson, nesta terça-feira (11/08). "As decisões que foram tomadas [pelo policial] tiveram resultados catastróficos."

O policial Brad Miller, de 49 anos, matou o jovem Christian Taylor na sexta-feira, depois de o adolescente supostamente ter invadido uma concessionária de automóveis em Arlington e ter contado aos policiais que pretendia roubar um carro.

O caso ocorreu justamente dois dias antes do

aniversário de um ano da morte de Michael Brown

, um jovem negro desarmado de 18 anos que foi assassinado a tiros por um policial branco em

Ferguson, no Missouri

, em 9 de agosto de 2014. A morte de Brown impulsionou uma série de protestos pelos Estados Unidos, com o movimento nacional "Black lives matter" ("Vida de negros importam") exigindo reformas na conduta policial perante minorias.

Além disso, o assassinato de Taylor vem depois que a família de uma mulher negra, que

morreu sob custódia da polícia

, abriu um processo contra outro departamento policial do Texas.

Schwarzer in den USA erschossen

Christian Taylor, de 19 anos, foi morto por um policial branco quando, supostamente, tentava assaltar uma concessionária de carros

"Obedeçam aos comandos"

Chamado à cena de um suposto roubo no início de sexta-feira, Miller perseguiu Taylor pelas portas de vidro quebradas de um showroom de uma concessionária de veículos sem comunicar ao seu superior. Em vez de definir um perímetro ao redor da sala de exposições da loja, Miller confrontou o jovem negro e ordenou-lhe que deitasse no chão. Segundo a polícia, Taylor ignorou o comando do policial.

Antes do confronto com Miller, Taylor supostamente segurou um conjunto de chaves e disse a outro policial que tinha a intenção de roubar um carro, alegou Johnson. Segundo o chefe policial, Taylor teria conduzido um veículo pela porta de vidro da frente do salão de exposição e, depois que os policiais chegaram à cena, ele tentou jogar o próprio corpo contra outra parte do prédio na tentativa de escapar.

Na concessionária, seu oficial de treinamento sacou o taser, uma arma de eletrochoque. Ele então ouviu um simples disparo e, de acordo com o relatório policial, pensou que Miller havia disparado seu próprio taser. Mas, de fato, Miller tinha sacado sua arma de serviço e atirou em Taylor de aproximadamente 2 a 3 metros de distância.

Segundo a polícia, Taylor continuou se aproximando, e Miller disparou sua arma outras três vezes. Aparentemente não há vídeos sobre os tiros, embora as câmeras de segurança da concessionária supostamente mostrem Taylor andando e danificando alguns veículos.

O advogado de Miller não comentou imediatamente o anúncio da polícia de Arlington. A família do jovem negro também não respondeu aos pedidos por comentários feitos pelas agências de notícias.

Num protesto na terça-feira em frente à sede da polícia de Arlington, cerca de 60 manifestantes exigiram que Miller seja levado à Justiça. O chefe da polícia Johnson disse que deixará as acusações criminais a encargo de um grande júri. Como era um funcionário em período de testes, Miller não pode recorrer de sua demissão.

PV/afp/dpa/ap

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