Situação no Egito altera agenda da Conferência sobre Segurança | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.02.2011
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Mundo

Situação no Egito altera agenda da Conferência sobre Segurança

O tema dominante na imprensa internacional também deve ocupar a Conferência sobre Segurança. Líderes discutem em Munique estratégias e desafios no cenário mundial.

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Segurança reforçada na sede da Conferência em Munique

Em meio à sequência de revoltas populares que ocupam as manchetes nas últimas semanas, líderes internacionais se reúnem a partir desta sexta-feira (04/02) em Munique para discutir os desafios diante da missão de manter o mundo seguro. A Conferência sobre Segurança de Munique está em sua 47º edição e promove debates sobre o tema até o próximo domingo.

O Egito deverá ser o assunto dominante do evento. Os organizadores precisaram fazer alterações de última hora na programação e ampliar a discussão sobre o país africano depois que a situação no Cairo se agravou.

Um fórum de discussão com o título "O que acontece com o mundo árabe" foi incluído na agenda de debates. Frank Wisner, ex-embaixador norte-americano no Egito, falará sobre a onda de protestos que domina o país e que foi também registrada no Iêmen e Argélia.

Wolfgang Ischinger, ex-embaixador alemão em Washington e organizador da conferência, ressalta a importância da discussão. "A vantagem dessa conferência é que usamos o tempo para buscar soluções para dar um impulso real, já que não precisamos decidir sobre um documento, um comunicado. E isso é importante em Munique"

Lista de peso

O espaço que abriga a Conferência sobre Segurança tem capacidade para 350 convidados. Entre eles estão o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a chefe de governo Angela Merkel e David Cameron – é a primeira vez que um primeiro-ministro britânico participa. O ministro de Relações Exteriores de Belarus foi riscado da lista depois das acusações de fraude nas eleições presidenciais do país.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também participa da conferência – em 2010, ele teve que se defender da acusação de que governava um país produtor de drogas. Dessa vez, a discussão deve se centrar na retirada das tropas da Otan, esperada ainda para o início deste ano.

"Eu espero que consigamos chegar, aos poucos, à era do pós-guerra no Afeganistão, também na Conferência de Munique", expressou Christian Schmidt, vice-ministro alemão da Defesa.

Assuntos paralelos

Interesse semelhante tem a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. A chefe da delegação norte-americana participa do encontro do Quarteto do Oriente Médio, juntamente com o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, Ban Ki-moon e Catherine Asthon, chefe da diplomacia da União Europeia.

O grupo vai discutir uma "solução para o atual congelamento" das negociações de paz entre Israel e Palestina, como definiu Asthon. O negociador-chefe palestino, Saeb Erakat, pediu que o Quarteto "tome uma decisão histórica e reconheça o Estado da Palestina", com base nas fronteiras existentes antes da guerra de 1967.

Clinton e Lavrov também devem dar início formal ao Start, novo pacto de redução de armas nucleares assinado entre os dois países. Os russos consideram outro assunto importante: o sistema antimíssil planejado no Leste europeu. Moscou insiste que o sistema não seja operado apenas pelos Estados Unidos e nações da Otan.

"Nós queremos evitar essa situação. E por isso essa conferência é importante para discutirmos detalhadamente e olharmos nos olhos", comentou o embaixador russo em Berlim, Wladimir Grinin.

A conferência também irá debater meios de proteção contra a guerra cibernética – o tópico aparece na lista de prioridade da política de segurança do Reino Unido. A pauta inclui ainda políticas de segurança após a crise financeira, com participação do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e do megainvestidor George Soros.

Segurança

Considerado um dos eventos mais importantes do mundo, a Conferência conta com o policiamento reforçado nos três dias de debate. Estima-se que três mil policiais trabalhem para garantir que as discussões sobre políticas de segurança ocorram num ambiente tranquilo.

Autoras Nina Werkhäuser / Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer

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