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Copa do Mundo

Seguro completo para a Copa

Não só os torcedores e os jogadores estarão assegurados durante a Copa do Mundo na Alemanha, em 2006. A seguradora é obrigada a cobrir eventuais riscos em relação a objetos como o troféu e o notebook do kaiser.

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Estádios estão assegurados

Troféus, até onde o olhar alcança. Alguns de verdade, em puro ouro; outros, apenas miniaturas. Quem entra no prédio da seguradora Hamburg-Mannheimer pensa estar chegando a um museu. Na realidade, trata-se "apenas" de uma exposição das conquistas das equipes de funcionários da empresa, patrocinadora do Mundial de futebol na Alemanha.

Sebastian Conrad, coordenador do projeto Copa 2006 da empresa com sede em Hamburgo, explica os desafios de seu trabalho no megaempreendimento: "Já fizemos seguros de competições há muito tempo, mas desta vez é tudo diferente. Os riscos são completamente diferentes. Hoje se fala em satélites que podem cair, o que interromperia as transmissões em vários países e a Coca-Cola perderia o espaço para sua publicidade. Neste caso, nós é que teríamos de pagar."

Assegurar competições e pernas

Com 25 mil funcionários e 4,2 bilhões de euros de lucros, a seguradora do norte de Hamburgo foi considerada estável o suficiente pela Fifa para cobrir prejuízos milionários. Outro motivo da escolha foi que a empresa já tem experiência com competições esportivas.

Com a Uefa, por exemplo, que assegurou a Liga dos Campeões, ou os jogadores de clubes que disputam o Campeonato Alemão. Segundo Conrad, os beneficiados não são os jogadores em si, mas as pernas de Figo, suas pernas ou seu tronco. "Os jogadores são desmembrados, como se fossem um brinquedo de montar", completa.

Riscos imprevisíveis

Zuschauer beim Streetfootball

Torcedores estarão assegurados contra acidentes

Não só os estádios, os jogadores e quem participa da organização da Copa estão assegurados, também os espectadores. Em cada ingresso, está embutido um seguro de risco processual e um seguro contra acidentes. "É bom estar prevenido, pois sempre há algum tipo de risco que a gente não prevê inicialmente", observa Conrad.

Segundo ele, os mínimos detalhes foram negociados com a Fifa. Até o que acontece, por exemplo, se no apito final do último jogo a tão cobiçada taça sumir. Também a taça da Copa está assegurada, para evitar prejuízos como a perda da Taça Jules Rimet, que desapareceu no Brasil em 1983.

O terror não é previsível

Os maiores riscos, no entanto, continuam sendo catástrofes, como a queda de um avião sobre um estádio ou até mesmo o cancelamento de todo o certame. A indenização para o caso de a competição não acontecer é de 158 milhões de euros. Um caso, no entanto, não foi aceito pela seguradora alemã: atentados terroristas. Para isso, a Fifa teve de criar fundos próprios, explica Conrad.

Depois do início da Copa, em 9 de junho, Conrad e seus colegas de trabalho estarão praticamente 24 horas por dia de plantão. "Para o caso de Ronaldinho se queixar de problemas no hotel, de Beckenbauer perder seu notebook ou de algum aposentado ser envolvido em alguma pancadaria, estaremos sempre a postos", garante Conrad, com uma ponta de esperança de que num momento de calma até possa assistir a um jogo do Mundial.

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