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Economia

Seguradoras faturam alto com a Copa

Com os altos riscos que envolve, a Copa do Mundo de Futebol de 2006 na Alemanha rende negócios milionários para as seguradoras. A FIFA espera uma receita de 1,8 bilhão de euros com o Mundial de 9 de junho a 9 de julho.

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Estádio Gottlieb Daimler, em Stuttgart

Os pagamentos dos direitos de transmissão dos jogos pela TV, as somas enormes pagas pelos patrocinadores e os ingressos nos estádios vão para os cofres da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Mas as despesas também são grandes. Somas milionárias são investidas em obras de infra-estrutura. E, como todo megaevento exige muito dinheiro com riscos igualmente grandes, seguros são necessários para cobrir perdas eventuais. Atentados terroristas, catástrofes naturais, cortes de eletricidade e outros incidentes podem afetar o campeonato e levar por terra os cálculos iniciais.

A principal companhia de seguro no âmbito desportivo na Alemanha, a Hamburg- Mannheimer Sport, foi encarregada de cobrir eventuais danos na Copa do Mundo. O maior ressarcimento que a seguradora teria de pagar seriam 150 milhões de euros por um eventual cancelamento do Mundial, segundo o presidente da empresa, Jürgen Gröling. Outras seguradoras não se dispõem a correr este risco, embora seja praticamente improvável a hipótese de o maior evento desportivo do mundo não se realizar.

Medo de terrorismo - Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e a queda nas bolsas de valores da nova economia (firmas na Internet), as seguradoras só se aventuram no terreno que conhecem, esclareceu Gröling. Como exemplo, ele lembrou que a companhia francesa Axa puxou o freio de mão depois da destruição do World Trade Center e rescindiu o contrato que tinha com a FIFA para a Copa do Mundo de 2002. A FIFA teve então que assegurar o Mundial no Japão e na Coréia do Sul com o consórcio americano NIC, pagando altas somas.

Depois desse imprevisto, a FIFA tratou de reduzir sua dependência das seguradoras na Copa de 2006 e lançou no mercado de capitais bônus para catástrofes no valor aproximado de 230 milhões de euros, que serão devolvidos aos investidores após a realização dos jogos.

Riscos para os outros - O Campeonato Mundial deverá render um total de 1,8 bilhão de euros, dos quais 1,4 bilhão vão para os cofres da FIFA. Os 400 milhões restantes serão para o Comitê Organizador da Copa, dirigido por Franz Beckenbauer. Foi o antigo Kaiser que contratou a seguradora Hamburg-Mannheimer por 150 milhões de euros.

Muito cautelosa, a FIFA cuidou para que os organizadores locais do megaevento assumissem os maiores riscos, segundo Gröling. Ele calcula que 3,2 milhões de pessoas sentarão nas tribunas quando a bola rolar novamente, pela segunda vez na Alemanha depois de 1974. E cada um desses espectadores estará assegurado com mais de 70 mil euros.

Pernas valiosas – Como o mais importante é sempre o que acontece em campo, as pernas dos jogadores serão assegurados por somas consideráveis. Mesmo antes da Copa, pernas de craques como o brasileiro Ronaldo, o alemão Ballack ou o inglês Beckham estão asseguradas com muitos milhões de euros contra ferimentos e acidentes. As do português Luis Figo, por exemplo, valem 70 milhões de euros. Para se ter uma idéias desses custos na Copa, vale lembrar que na penúltima temporada do Campeonato Alemão, foram feitos seguros com a Hamburg-Mannheimer no valor de 220 milhões de euros contra invalidez ou morte de jogadores.

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