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Economia

Reforma fiscal assusta investidores americanos

Com investimentos de 110 bilhões de euros e 800 mil postos de trabalho, a Alemanha é o país de maior concentração de empresas americanas no exterior. Mas por quanto tempo ainda?

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Freio aos investimentos

Os empresários dos Estados Unidos estão reclamando cada vez mais do sistema fiscal alemão, segundo Rainer Mück, consultor da Câmara Americana de Comércio na Alemanha. A entidade representa os interesses de 2 mil empresas americanas.

Empresários não entendem mudanças

Hans-Herbert Krebühl, diretor de impostos da Exxon Mobin Europa Central, critica o plano do governo federal de taxar os financiamentos externos das empresas. A maioria das empresas estrangeiras costuma financiar sua participação em firmas alemãs através de créditos e não de ações, a fim de escapar do fisco. Por isso o governo quer mudar o imposto de renda de pessoas jurídicas.

Além disso, nenhum especialista consegue entender as mudanças introduzidas na legislação tributária, reclama Krebühl. “Reina uma insegurança total em relação a como se comportar de fato no futuro.”

Não só a Alemanha, mas também outros países europeus que cobram alíquotas elevadas tentam corrigir as falhas no sistema tributário. Mas o governo alemão está indo longe demais, na opinião da Câmara Americana de Comércio. Os bancos estrangeiros, sobretudo, estão sendo prejudicados.

Novo imposto sobre prejuízos

O diretor fiscal da Exxon critica também o projeto do governo de taxar os prejuízos das empresas. “O que as empresas aceitam, e isso no mundo inteiro, é pagar imposto sobre os lucros. Mas é inaceitável pagar imposto sobre custos e prejuízos”, afirmou Krebühl.

De fato, o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, quer instituir um imposto mínimo para as grandes empresas, a fim de impedir que estas abatam do lucro anual os prejuízos obtidos nos anos anteriores. Por causa deste truque a Receita alemã deixou de arrecadar bilhões de euros nos últimos anos.

Imposto alemão é muito alto

Muitos investidores estrangeiros querem que o governo alemão suprima o imposto sobre atividade empresarial, que reverte para os municípios. Trata-se de um imposto antiquado e que só existe na Alemanha, afirma a Câmara Americana de Comércio.

No total, a contribuição das grandes empresas à Fazenda (imposto de renda + imposto sobre atividade empresarial) chega a 40%. É claro que não se pode comparar a Alemanha com países da Europa do Leste ou a Irlanda, que têm carga tributária de apenas 12%, diz Rainer Mück. Mas mesmo em relação a países de taxas elevadas, como França, Holanda e Reino Unido, a Alemanha está muito acima, diz ele.

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