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Mundo

Procurador acusa Cristina Kirchner de encobrir atentado

Presidente argentina teria favorecido suspeitos iranianos de ataque a centro judaico em 1994, com o objetivo de se aproximar do governo de Teerã. Líder deverá comparecer a interrogatório e teve bens congelados.

Um procurador argentino acusou nesta quarta-feira (15/01) a presidente Cristina Kirchner e o ministro das Relações Exteriores Héctor Timerman de encobrir a participação de iranianos no atentado contra um centro judaico em Buenos Aires em 1994, que deixou 85 mortos.

Na época, a Justiça argentina indiciou sete ex-funcionários de alto escalão do governo iraniano como mandantes do ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). O governo de Teerã se negou a entregar os suspeitos, apesar do mandado de prisão emitido pela Interpol. Entre eles estava o ex-presidente Alí Rafsanjani. Também foi acusado um libanês suspeito de fazer parte do Hisbolá.

O procurador Alberto Niesman, que investiga o atentado, pediu a um juiz federal que Kirchner e Timerman sejam convocados para um interrogatório e solicitou um embargo preventivo de bens no valor de 23,3 milhões de dólares.

De acordo com Nieman, o plano destinando a favorecer os suspeitos começou em 2011, dois anos antes da assinatura do Memorando de Entendimento Argentina-Irã, um tratado de cooperação para esclarecer o atentado. O procurador afirma que a real intenção do memorando era desvincular do Irã da responsabilidade do ataque.

Segundo Niesman, o governo tentou inocentar os acusados iranianos com o objetivo de restabelecer as relações diplomáticas e comerciais entre Buenos Aires e Teerã. A Argentina pretendia trocar petróleo por grãos e vender armas ao Irã, afirma o fiscal.

"Enquanto o Poder Executivo falava de justiça e verdade, na realidade, havia concordado com a impunidade", disse o procurador. Ele afirma que parte das provas apresentadas por ele são áudios de conversas entre funcionários do serviço de inteligência, dirigentes políticos e funcionários iranianos.

LPF/rtr/dpa

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