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Economia

Presidente da Volkswagen pede calma a acionistas

Em encontro anual em Hannover, Martin Winterkorn diz que não há disputa interna e que empresa segue concentrada na produção. Montadora ainda não definiu o sucessor do patriarca Ferdinand Piëch.

Depois de uma disputa amarga pelo comando da maior montadora europeia, o presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, afirmou que a companhia voltou às "águas calmas" e que se manterá concentrada na produção de automóveis.

"Os dias agitados ficaram para trás", disse a cerca de três mil acionistas no encontro anual da companhia realizado nesta terça-feira (05/05), em Hannover.

O conflito interno começou com uma declaração polêmica de Ferdinand Piëch, neto do fundador da Volks, à revista Der Spiegel. O empresário de 78 anos, que presidia o conselho administrativo, afirmouquehavia se distanciado de Winterkorn, considerado até então seu "filho adotivo". A evidência de uma batalha interna fez as ações da montadora despencarem.

Uma semana depois de o conselho da empresa ter decidido estender o contrato de Winterkorn, Piëch renunciou ao cargo. Até a eleição de um novo presidente, o vice dele, Berthold Huber, ocupa interinamente a chefia do conselho administrativo.Para Stephan Weil, governador do estado da Baixa Saxônia, segundo maior acionista da Volks, a escolha não pode ser precipitada.

Aos acionistas, Winterkorn afirmou que a empresa foi alvo de uma série de especulações e exageros nas últimas semanas. "É importante que vocês, acionistas, saibam que a Volkswagen é uma companhia saudável e bem posicionada. Agora temos clareza sobre o nosso futuro", declarou. Ele disse que tem o compromisso de aumentar a competitividade da marca nos Estados Unidos e de tentar ultrapassar a Toyota em vendas.

O presidente da Volks destacou o papel de Piëch, que "conduziu a indústria automotiva como nenhum outro". "Temos muito o que agradecer. Temos um respeito tremendo por tudo o que ele conquistou", disse. Piëch não estava presente no encontro.

No Brasil

Enquanto a alta cúpula da Volkswagen tenta acalmar acionistas, no Brasil, o cenário preocupa o setor automotivo. Nesta segunda-feira (04/05), cerca de oito mil funcionários da fábrica em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, entraram em férias coletivas. A linha de produção ficará parada por dez dias, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Em nota, a VW argumenta que a medida foi necessária para "adequar o volume de produção à demanda do mercado." Na Ford, 424 empregados cumprem banco de horas por tempo indeterminado e, na Mercedes-Benz, 715 funcionários estão afastados em esquema "layoff". Neste caso, os contratos de trabalho são suspensos, e parte do salário é financiada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.

De acordo com o último balanço da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção de automóveis caiu 16,2% no país no primeiro trimestre deste ano, na comparação com janeiro a março do ano passado. Os resultados do mês de abril serão divulgados na quinta-feira.

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