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Economia

Planos de corte da VW inquietam sindicatos

A Volkswagen pretende economizar 2,6 bilhões de euros com pessoal nos próximos seis anos. Sindicato dos metalúrgicos alerta contra impasse na próxima rodada de negociações salariais.

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Maior montadora da Europa produz mais de 21 mil veículos por dia

O sindicato alemão dos metalúrgicos, IG Metall, qualificou as exigências da Volkswagen de "exageradas" e "irrealistas". Isso se aplica em especial ao anúncio de que o conglomerado pretende congelar os salários durante os próximos dois anos. O sindicato declarou que os trabalhadores não têm por que se sacrificar, se a VW nem sequer apresentou planos concretos de como pretende assegurar os empregos. A empresa se recusa a assumir qualquer compromisso neste sentido.

Congelamento e remuneração variável

"Caso a diretoria da VW insista em sua posição irrealista, teremos negociações conflituosas pela frente, para as quais estamos muito bem preparados por sinal", advertiu Harmut Meine, sindicalista encarregado de dirigir as negociações. O sindicato pretende "testar" até que ponto a VW pode garantir de fato sua disponibilidade de manter os empregos nas unidades de produção alemãs.

O conglomerado automobilístico quer que mais de cem mil trabalhadores abdiquem de aumento salarial durante 24 meses. O IG Metall, em contrapartida, exige um aumento de 4% e a garantia de que não haverá cortes de emprego nos próximos anos.

Além do congelamento salarial, a VW quer introduzir um sistema de remuneração simplificado. De acordo com o novo modelo, 70% dos vencimentos do trabalhador seriam fixos e 30% corresponderiam a comissões variáveis. Em vez de 22 grupos salariais e de quatro mil diferentes atividades profissionais, haverá apenas 12 níveis de remuneração. Além disso, alunos de escolas profissionalizantes contratados pela VW passarão a ganhar menos, uma decisão tomada sob alegação de que o conglomerado aumentará em 20% as vagas de profissionalização.

Jornada maior e horas-extra gratuitas

A VW também pretende ampliar e reestruturar a jornada de trabalho de acordo com a idade dos trabalhadores, sendo que as faixas etárias inferiores trabalharão mais. As unidades de produção terão a liberdade de ampliar a jornada temporariamente, como – por exemplo – em fases de produção de novos modelos.

O pacote de contenção de despesas da VW também prevê a limitação do pagamento de horas-extra. A partir de agora, a empresa pretende pagar apenas horas-extra em caso de uma jornada de trabalho superior a 40 horas semanais. Isso significa que, além das 1080 horas de trabalho anuais, um trabalhador da VW teria que trabalhar mais 400 horas-extra sem remuneração. Apenas a partir de uma jornada anual de 1480 horas é que o trabalhador teria direito à remuneração das horas-extra. O plano do maior conglomerado automobilístico da Europa é economizar cerca de 2,4 bilhões de euros em custos pessoais durante os próximos seis anos.

A VW é o maior conglomerado automobilístico da Europa. Além da própria marca Volkswagen, ele engloba a Audi, a Seat e a Skoda, bem como as marcas de luxo Bentley, Lamborghini e Bugatti. Em suas 45 unidades de produção em todo o mundo, a VW produz diariamente mais de 21 mil veículos. O conglomerado sediado em Wolfsburg emprega 341 mil pessoas, das quais 176 mil na Alemanha.

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