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Economia

Para casos extremos

Fundada em novembro último, a seguradora alemã “Extremus” é especializada em danos causados por atos terroristas. Entre seus clientes, estão a indústria pesada, companhias aéreas e empresas do setor imobiliário.

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Atentado às torres gêmeas sacudiu o setor de seguros em todo o mundo

Assegurados estão não apenas arranha-céus e instalações de fábricas, mas também vários tipos de "interrupção do trabalho". A condição sine qua non é que o problema tenha sido causado por um atentado terrorista.

Após o 11 de setembro de 2001, o setor de seguradoras, em todo o mundo, quase desmoronou-se junto com as torres gêmeas do WTC. Os prejuízos foram avaliados em cerca de 40 bilhões de dólares. O resultado é óbvio: grande parte das seguradoras passou a excluir terminantemente a cláusula "terrorismo" de seus contratos.

Tentando suprir esta lacuna surgida no mercado, foi fundada em novembro último, na Alemanha, a seguradora Extremus, destinada exclusivamente a cobrir danos causados por atos terroristas. Até agora, para sorte dos dois lados - a companhia e os clientes, a nova empresa só registrou prêmios, sem ter tido a necessidade de compensar perdas.

Exclusão - A Extremus cobre danos em solo alemão causados por incêndio, explosão, choque de aviões ou qualquer outro tipo de destruição causada por atos terroristas, com exceção de danos em conseqüência do uso de armas atômicas, químicas ou biológicas. A soma mínima a ser assegurada é da ordem de 25 milhões de euros. Para danos inferiores a esta cifra, as empresas podem recorrer ao seguro convencional contra incêndio.

"Seguradoras do terror" - Hoje, na Alemanha, 855 empresas fecharam seguros em um total de 558 bilhões de euros, sendo que apenas 15 grandes grupos são responsáveis por 60% desta soma. Aos grandes conglomerados interessa principalmente assegurar grandes danos, como o ocorrido no World Trade Center a 11 de setembro. A cobertura máxima é de 13 bilhões de euros.

Apesar dos atentados em Nova York e Washington terem feito o setor acreditar em um verdadeiro boom das "seguradoras do terror", os negócios não tem deslanchado como o esperado. Desde seu início, em novembro de 2002, Extremus arrecadou, em prêmios, apenas 104 milhões de euros. O Estado, que forneceu garantias principalmente às companhias aéreas, na fase de transição logo após os atentados, não assegurou seus prédios e instalações, dadas as dificuldades com o orçamento.

Intervalos irregulares e períodos de paz - No entanto, a situação não mudou substancialmente com a guerra do Iraque. Como afirma Bruno Gas, presidente da Extremus, "o risco do terrorismo existia antes e continua existindo agora. Ele eclode em intervalos completamente irregulares, muitas vezes em períodos de completa paz. Acredito que a situação de ameaça atual não seja primordial na decisão de uma empresa em fechar um seguro ou não. Não creio que a guerra venha a influenciar de forma essencial nossos negócios. Tensões e o ódio alimentado pela existência de redes terroristas como a Al-Qaeda, estes são os verdadeiros perigos de nosso tempo."

Cobertura nacional - Embora a Extremus cubra danos nas instalações de multinacionais somente em solo alemão, a seguradora é também responsável por ressarcir prejuídos causados por atos terroristas fora do país, na medida em que eles provoquem uma interrupção da produção nas fábricas da Alemanha. O procedimento é de praxe: seguradoras semelhantes restringem-se também à cobertura de danos em seus países de origem.

"A Extremus é tudo menos um negócio exótico. Em todo o mundo, há seguradoras especializadas em cobrir também perdas em função do terrorismo. Trata-se de um produto padronizado ou a caminho de tornar-se padronizado. Com isso, o mundo Ocidental tem que aprender a conviver. A guerra no Iraque só nos despertou para o assunto, embora tenha mudado muito pouco o potencial de risco que já existia", conclui Gas.

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