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Economia

Queda nas bolsas afeta seguradoras

2002 foi um ano difícil para as companhias de seguros alemãs, que se descapitalizaram com a crise nas bolsas. A federação do ramo, contudo, garante que há liqüidez e rebate especulações.

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Índices em baixa - uma constante em 2002: o DAX perdeu 44%

A necessidade de seguros privados complementares, motivada pela crise da previdência e do sistema social na Alemanha, ativou os negócios das seguradoras. Os prêmios aumentaram 4,1% em 2002 e as previsões este ano são de um acréscimo de 3%, informou a federação do setor (GDV), nesta terça-feira (25), em Leipzig. Os contratos de seguros de vida aumentaram 20% no ano passado, graças aos incentivos do governo. As perspectivas são de um aumento de 3,5% este ano.

Em contrapartida, a queda das bolsas e a conseqüente desvalorização de ações, representou um ônus considerável. As companhias filiadas à GDV arrecadaram 141 bilhões de euros em prêmios no ano passado. Seu desembolso, porém, aumentou 6,2%, chegando a 158,7 bilhões de euros, soma que inclui tanto as coberturas regulares como danos e prejuízos. "2002 foi um ano extraordinariamente difícil" para as seguradoras, segundo o presidente da federação, Bernd Michaels, devido aos grandes prejuízos, entre eles os causados pelas enchentes às margens do rio Elba, à queima de valores nas bolsas e à queda dos juros.

As seguradoras se ressentiram da crise nos mercados financeiros, mas o setor não enfrenta problemas de liqüidez, frisou Michaels, empenhado em rebater especulações. Uma agência de rating afirmou que companhias de seguro alemãs teriam sofrido uma descapitalização de 45 a 50 bilhões de euros com ações, uma vez que aplicam o dinheiro de seus clientes no mercado financeiro. Bernd Michaels esclareceu que as seguradoras podem aplicar até 35% de seus recursos em ações, mas que, de fato, essas aplicações nunca passaram de 18%, mesmo na fase de alta das bolsas. Em contraposição, 80% do capital estão aplicados em títulos de juro fixo.

O presidente da GDV não quis se manifestar sobre dificuldades de cobertura de uma ou outra companhia. Com o atual clima de especulações, quem potenciar os problemas individuais, acaba traçando uma imagem falsa da realidade do setor. Michaels calculou entre 15 e 20 bilhões as "cargas silenciosas" (descapitalização), lembrando que isso não chega a 3% do volume dos seguros de vida alemães, de aproximadamente 600 bilhões de euros.

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