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Mundo

OTAN vai iniciar preparativos para guerra

OTAN adiou, mais uma vez, uma decisão sobre apoio aos EUA numa guerra no Iraque, bloqueada por Berlim, Paris e Bruxelas. Mas resolveu iniciar preparativos para proteger a Turquia no caso de uma ação militar.

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AWACS pilotados por alemães devem proteger a Turquia numa guerra contra o Iraque

A protelação aconteceu 24 horas depois que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, apresentou farto material ao Conselho de Segurança em Nova York como "prova" de que o Iraque desrespeitou a resolução 1441 da ONU, que determina a eliminação de suas armas de destruição em massa. O secretário-geral da OTAN, o escocês George Robertson, anunciou a nova protelação após uma reunião dos 19 embaixadores da aliança militar, em Bruxelas, nesta quinta-feira (6).

Robertson disse que os preparativos para proteger o aliado Turquia, no caso de uma guerra no vizinho Iraque, já começarão na próxima semana, se até lá nenhum dos outros aliados apresentar objeção formal. Com isso seria atendido um dos pedidos feitos pela administração do presidente George W. Bush, que incluíam amplo apoio a uma ação militar contra o regime de Saddam Hussein, até missões humanitárias num cenário de pós-guerra.

Segundo diplomatas em Bruxelas, os pedidos foram reduzidos a medidas de proteção da Turquia. Este foi um aliado importante na guerra do Golfo, em 1991, mas desta vez oferece resistência em liberar suas bases militares para os EUA e o estacionamento de soldados americanos em seu território.

Alemanha, França e Bélgica bloquearam uma decisão da ONU até agora, argumentando que seria prematuro no momento e um mau sinal. O acerto dos 19 embaixadores agora, no chamado processo do silêncio, poderia indicar uma certa distensão nos frontes e que o prazo transcorra sem objeção aos preparativos para proteção do aliado turco.

Participação alemã

Os EUA querem que a OTAN coloque os seus aviões AWACS de reconhecimento e mísseis Patriot de defesa antiaérea à disposição para proteger a Turquia de eventuais ataques do Iraque. Como a base dos AWACS é na Alemanha e a maior parte de seus pilotos são alemães, a Alemanha pode, automaticamente, se envolver na guerra, embora seja terminantemente contra e defenda um desarmamento do Iraque por meios pacíficos.

O governo alemão já se prontificou a colocar no mínimo dois mísseis Patriot à disposição da Turquia, no caso de uma guerra, segundo publicou o jornal Leipziger Volkszeitung, nesta quinta-feira. O inspetor-geral das Forças Armadas (Bundeswehr), Wolfgang Schneiderhan, já havia confirmado que 200 soldados alemães serão deslocados para proteger seus 59 camaradas que se encontram no Kuwait operando tanques Fuchs de detecção de armas atômicas, químicas e biológicas.

O gabinete do chanceler federal, Gerhard Schröder, prometeu igualmente fornecer mísseis Patriot para Israel se proteger se eventuais ataques do Iraque. Na Guerra do Golfo, em 1991, os iraquianos atacaram o Estado judeu com mísseis Scud e os EUA garantem que eles ainda possuem essa arma.

Preparativos para a guerra

Enquanto os 19 embaixadores discutiam em Bruxelas, o aliado mais forte dos EUA, Grã-Bretanha, anunciou o envio para o Golfo de mais 100 aviões, entre eles bombardeiros dos tipos Tornado e Harrier, assim como sete mil soldados, como parte dos preparativos para uma guerra. O governo do premiê Tony Blair já mobilizou 30 mil soldados e um dos 17 navios da frota Royal Navy.

No Conselho de Segurança da ONU, três membros permanentes com direito a veto – França, China e Rússia – lutam por um prosseguimento das inspeções de armas da ONU no Iraque. Mas nesse meio tempo os EUA garantem ter encontrado mais apoio para a sua conduta belicosa sem compromisso com o Iraque: 18 países europeus teriam anunciado seu apoio à política de Washington.

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