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Economia

Os analistas na berlinda

Duas vezes ao ano, os seis institutos de pesquisa econômica da Alemanha divulgam suas análises e veredictos semestrais sobre as perspectivas da economia alemã. Agora, é o seu trabalho que está submetido à análise.

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Hans-Werner Sinn preside o Ifo de Munique, um dos institutos a serem testados

A divulgação dos relatórios econômicos de primavera e de outono é o grande momento para os institutos de pesquisa econômica na Alemanha. Eles ganham as manchetes – analisando, elogiando e também criticando as medidas da política econômica governamental. E fazem prognósticos de desenvolvimento da economia do país. Tudo isto por encomenda do próprio governo alemão, que financia o seu trabalho.

Agora, são os próprios institutos que estão sob avaliação. A partir desta quinta-feira (26), todos eles serão submetidos à análise de eficiência e a estudos de custos e benefícios. Tal avaliação é feita a cada cinco anos e constitui a base para justificar o financiamento com recursos públicos. Os institutos custam cerca de 50 milhões de euros por ano aos contribuintes alemães.

Relatórios dispensáveis?

Em especial nos últimos anos, os sisudos professores de Economia quase só têm más notícias para anunciar: pouco ou nenhum crescimento econômico, finanças públicas rotas, crise de consumo e desemprego elevado. Embora não sejam eles os causadores de tais desventuras, podem agora tornar-se uma vítima delas.

Em época de vacas magras, aumenta a dúvida sobre a necessidade dos seus relatórios. O semanário Der Spiegel, por exemplo, questionou recentemente se há uma justificativa plausível para a existência de seis institutos de pesquisa econômica financiados pelos cofres públicos. A influência dos professores de Economia é muito pequena e seus relatórios são obsoletos, afirmou a revista.

Orientação para os orçamentos

Isto é contestado, naturalmente, pelos pesquisadores, que vêem seu trabalho como de extrema importância para o planejamento da política econômica alemã. "A pesquisa conjuntural reduz a incerteza sobre o futuro e presta ajuda fundamental para orientar os orçamentos públicos e privados", afirma Eckhardt Wohlers, diretor do Arquivo Econômico Mundial de Hamburgo (HWWA), o primeiro instituto na lista das avaliações qüinqüenais.

Além do citado instituto hamburguês, as outras entidades de pesquisa a serem examinadas são o Instituto da Economia Mundial (IfW), de Kiel; o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW), de Berlim; o Instituto Renano-Vestfálico de Pesquisa Econômica (RWI), de Essen; o Instituto de Pesquisa Econômica de Halle (IWH); e o Instituto de Pesquisa Econômica da Universidade de Munique (Ifo).

Cofres vazios

Terminadas as sindicâncias, os resultados das análises de eficiência dos seis institutos serão encaminhados ao ministro e aos secretários estaduais responsáveis pela área científica. Eles decidirão então sobre as verbas futuras para o setor. Mas, independente das notas recebidas pelos institutos, uma coisa parece certa: eles receberão verbas menores no futuro. Afinal, os cofres públicos estão cada vez mais vazios, a despeito de todas as orientações recebidas através dos relatórios de pesquisa econômica…

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