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Economia

O sonho acabou

O governo alemão desistiu de lograr um orçamento público equilibrado até o ano de 2006. Pela primeira vez, o ministro das Finanças Hans Eichel admitiu o fracasso dos seus planos de consolidação das finanças públicas.

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Sonho da consolidação financeira virou pesadelo: ministro Hans Eichel

A má notícia foi divulgada por duas fontes oficiais, praticamente ao mesmo tempo. Numa entrevista ao jornal berlinense Tagesspiegel, o chanceler alemão Gerhard Schröder admitiu que a Alemanha não deverá atingir o equilíbrio orçamentário em 2006.

"Para um orçamento de 2006 sem déficit, teríamos necessidade de taxas de crescimento que eu não espero", afirmou o chanceler, frisando que não está disposto a fazer cortes substanciais nos gastos do Estado e tampouco renunciará à intenção de reduzir os impostos.

Déficit maior também em 2003

As declarações de Schröder foram feitas quase ao mesmo tempo em que o ministro das Finanças, Hans Eichel, declarava em entrevista ao semanário Der Spiegel, que a meta de um déficit orçamentário abaixo de 3% do PIB não poderá ser cumprida também em 2003. Já no ano passado, a Alemanha não logrou cumprir tal critério de convergência, sendo admoestada pela União Européia.

A diretriz é um dos pontos básicos do Pacto de Estabilidade do euro. O caminho do equilíbrio orçamentário será mais longo do que o anunciado pelo governo social-democrata/verde, declarou o ministro. "Não chegaremos a 2006 com um déficit zerado, a menos que ocorra um milagre econômico", admitiu Eichel.

Enquanto o parco crescimento econômico foi apontado como a causa de todos os males pelo chanceler Gerhard Schröder, o ministro Hans Eichel citou o aumento do desemprego como o principal culpado do maior endividamento do Estado.

Aumento do IVA

Até agora, o governo de Berlim previa a busca de novos créditos no mercado financeiro num montante de 18,9 bilhões de euros, a fim de equilibrar o orçamento público. Na próxima semana, os especialistas do Ministério das Finanças divulgarão seu prognóstico sobre a receita tributária de 2003. Com base nele, será fixado então o volume dos novos créditos necessários aos cofres públicos.

De acordo com os principais institutos alemães de pesquisa econômica, é preciso contar com uma redução de pelo menos 50 bilhões de euros na receita tributária até 2006, em virtude da baixa conjuntura econômica.

Segundo o economista Klaus Zimmermann, presidente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW), a única alternativa que resta ao governo de Berlim para evitar uma bancarrota do Estado seria o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

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