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Ciência e Saúde

Obesidade infantil atinge taxas alarmantes, diz OMS

Pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estão acima do peso em todo o mundo. Falta de regulamentação de alimentos calóricos é uma das principais causas para a obesidade infantil.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira (25/01) que a obesidade em crianças menores de cinco anos atingiu taxas alarmantes e se tornou um "pesadelo explosivo" em países em desenvolvimento.

Pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo, apontou um relatório da OMS. Desde 1990, esse número aumentou em 10 milhões e, atualmente, há mais crianças nessa situação nos países mais pobres do que em países desenvolvidos.

Quase metade das crianças com menos de cinco anos acima do peso estão na Ásia e 25% delas na África. No continente africano, o número de crianças acima do peso quase dobrou desde 1990, passando de 5,4 milhões para 10,3 milhões em 2014.

"Sobrepeso e obesidade impactam na qualidade de vida de uma criança, impondo-as uma série de barreiras, incluindo consequências físicas, psicológicas e de saúde", afirmou a vice-presidente da Comissão da OMS para o Fim da Obesidade Infantil, Sania Nishtar.

A falta de regulamentação no comércio de alimentos e bebidas calóricos foi o principal fator para esse aumento, principalmente em países em desenvolvimento. Além da alimentação inadequada, fatores biológicos e a diminuição de atividades físicas em escolas também contribuíram para esse cenário.

A OMS alerta ainda que crianças que não recebem nutrientes suficientes na primeira infância têm um risco elevado de se tornarem obesas quando houver mudanças na ingestão de alimentos e nos níveis de atividades. Filhos de migrantes e indígenas também estão especialmente ameaçados devido às rápidas mudanças culturais e ao acesso limitado ao sistema de saúde.

O relatório afirma que governos são fundamentais para acabar com essa epidemia e assinala que os progressos no combate à obesidade infantil têm sido muito lentos.

A OMS ressaltou que as políticas públicas devem visar o combate as causas da obesidade infantil. Entre as medidas recomendadas, estão a promoção de alimentos saudáveis, incentivo à prática de atividades físicas e o acompanhamento psicológico de crianças obesas.

CN/rtr/afp/lusa

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