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Economia

O Natal dos comerciantes

Está terminando mais um ano difícil para o comércio alemão. Nem mesmo a tão esperada época de Natal foi capaz de reverter a situação e incrementar as vendas. A população está gastando menos e mudando de hábitos.

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Descontos para conquistar o consumidor

O comércio alemão registrará uma queda de mais de 1% em suas vendas em 2003, segundo cálculos preliminares da Associação do Comércio Varejista Alemão. O ano foi difícil para muitos e resultou no desemprego de pelo menos 30 mil trabalhadores do setor. Atualmente apenas 2,5 milhões de pessoas estão envolvidas com o comércio varejista em um país onde a população, até um tempo atrás, gastava bem mais.

A crise no setor não afetou apenas os pequenos comerciantes esquecidos em cidades interioranas. As grandes cidades alemãs presenciaram o fechamento de inúmeras lojas, algumas inclusive tradicionais e de médio e grande porte. O prognóstico para 2004 não é dos mais otimistas. A situação não deve melhorar, pelo menos nos primeiros meses do ano.

Nem o frio aquece

Os comerciantes, especialmente do setor têxtil, esperavam incrementar seus negócios com as vendas de Natal e acabaram decepcionados. Fiéis ao ditado "a esperança é a última que morre" apostam agora na chegada do frio mais intenso, mas, a poucos dias do final do ano, nem a neve será capaz de aquecer tão rapidamente as vendas.

No período natalino de 2002 o comércio varejista movimentou cerca de 8 milhões de euros. Em relação ao ano passado, o faturamento de 2003 no mesmo período deve ser 4% menor, segundo estimativa da Federação Alemã do Comércio Varejista.

Pinheirinhos e enfeites

Se por um lado as vendas no comércio tradicional caíram, o mesmo não se pode dizer sobre os produtos exclusivamente natalinos, como os pinheiros de Natal e seus enfeites. A procura pela árvore de Natal foi grande este ano, foram comercializados cerca de 1,5 milhão de pinheirinhos a mais do que em 2001.

Como um pinheiro sozinho não faz uma árvore de Natal, os enfeites tiveram preferência na lista de compras desta temporada. Nem isso, entretanto, trouxe felicidade para a indústria alemã. É compreensível. Em sua maioria, esses objetos não são "made in Germany" e sim fabricados no exterior, mas precisamente no Oriente. Somente a China aumentou em 72% o volume de exportação de produtos natalinos para a Alemanha.

Comida em alta

Nenhum comerciante poupou esforços para reverter a situação. O horário de abertura das lojas foi ampliado e não faltaram ofertas, descontos, brindes e até sorteios para atrair o consumidor. A população, por sua vez, se mostrou firme no propósito de não gastar.

A única grande exceção foi o setor alimentício. Este permaneceu estável durante todo o ano e registra um incremento no período natalino, especialmente com a venda de aves, peixes, vinho e champagne, de acordo com um boletim da Associação Alemã do Comércio de Alimentos.

Não deixa de ser curioso: por um lado, os alemães colocaram menos presentes debaixo da árvore de Natal e, por outro, resolveram não poupar no lado gastronômica da festa.

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