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Economia

Nasdaq tenta instalar-se na Alemanha

A empresa americana Nasdaq Stock Market criou uma subsidiária na Alemanha, para oferecer o comércio de bolsa das ações da chamada New Economy.

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Pouco interesse alemão pela operadora nova-iorquina

Coragem é o que não falta à empresa de Nova York. Há cerca de um ano, a Nasdaq vem preparando terreno para implantar o seu nome e os seus serviços no mercado financeiro alemão, através da subsidiária Nasdaq Deutschland AG. Até agora, no entanto, não há nada que indique um provável êxito da empresa americana nos seus propósitos.

É parco o interesse entre os investidores e as instituições financeiras alemãs. "Não vemos nenhuma vantagem para nós e para nossos clientes através de uma nova operadora de bolsa", afirma Martin Kruse, chefe do setor de mercado de capitais na Hamburger Sparkasse, a maior caixa econômica da Alemanha. "Por isto, não lançaremos mão da oferta inicialmente; vamos esperar para ver como a Nasdaq se desenvolve na Alemanha", disse Kruse numa entrevista concedida a DW-WORLD.

Compasso de espera

A opinião do especialista de Hamburgo não é caso isolado. Também Marius Hoerner, da corretora de ações Lang & Schwarz, de Düsseldorf, não confia no sucesso do projeto americano: "Vamos esperar a evolução dos negócios, com toda a calma." Para Hoerner, é sintomático o desinteresse demonstrado até agora pelos bancos e outros grandes administradores de capital, como os fundos de investimento, na criação de uma nova bolsa. Isto já foi declarado explicitamente pelo Deutsche Bank, a maior casa bancária alemã, segundo publicações especializadas do setor financeiro.

Em face da enorme concorrência no mercado alemão de ações, deverá ser muito difícil para a Nasdaq conquistar um número considerável de clientes. Além disso, a empresa americana busca principalmente os investidores particulares, e não os profissionais – bancos, corretoras e fundos de investimento. E exatamente os investidores particulares da Alemanha estão evitando ao máximo a aplicação em ações, depois dos vultosos prejuízos sofridos nos últimos dois anos.

Planos difíceis

Através da filial européia (Nasdaq Europe), a matriz americana deverá manter cerca de 50% de participação na Nasdaq Deutschland. O restante será dividido entre Dresdner Bank (15%), comdirect bank e Commerzbank (7,5% cada um) e as bolsas de valores de Berlim e Bremen (cada uma 10%). As duas bolsas deverão fundir-se, adotando então o nome de Nasdaq Deutschland.

Os planos poderão, no entanto, sofrer um grande atraso. A fusão das duas bolsas mostra-se bem mais difícil do que os americanos esperavam. Ainda não há sequer um nome designado para a presidência da nova empresa. E faltam também todas as autorizações indispensáveis das autoridades responsáveis pelo controle do mercado de capitais na Alemanha. Condição prévia para a fusão entre as bolsas de Berlim e Bremen é um convênio oficial entre os dois Estados alemães, o qual não foi firmado.

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