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Economia

Bolsa reage e anuncia fim do Mercado Novo em 2003

A Deutsche Börse, operadora da Bolsa de Valores de Frankfurt, pretende acabar com o Mercado Novo (NEMAX) e o segmento de transação das ações de pequenas firmas – denominado SMAX – até o fim de 2003.

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O Neuer Markt está com seus dias contados

A nova estrutura, a ser implantada no final do ano que vem, deverá diferenciar entre o chamado segmento "Premium", com rigorosas exigências de transparência às empresas, e um outro segmento, no qual as empresas terão de atender apenas às exigências mínimas legais para a negociação das suas ações no mercado de capitais. As melhores ações continuarão agrupadas, como até agora, no índice alemão de ações, o DAX.

O prestígio do Mercado Novo, inicialmente tão aclamado, desfez-se inteiramente nos últimos meses. E com razão. Desde março de 2000, o valor do NEMAX 50 – índice do Mercado Novo – caiu 90%. Uma reação da Deutsche Börse era esperada já há algumas semanas. Muitas das ações negociadas no Mercado Novo não tinham verdadeiro potencial no mercado, seu nicho econômico estava muito reduzido. Algumas empresas chegaram a lançar mão de fraudes para obter o direito de participação no segmento, inicialmente lucrativo.

Enorme bolha – Para Fidel Helmer, da casa bancária Hauck & Aufhäuser, todos os envolvidos na questão têm a sua parcela de culpa: "Os bancos foram culpados, pois levaram um número excessivo de empresas jovens ao mercado de capitais, sem um exame mais acurado. A Bolsa foi certamente culpada, pois manteve frouxos os critérios de admissão no Mercado Novo. E, finalmente, também os investidores foram culpados, pois compraram às cegas toda emissão feita nesse novo segmento. Ganhou-se muito dinheiro com as transações, dentro do lema de que uma alta na Bolsa puxa a alta seguinte. Mas o que estava por trás disto era claro para todos os profissionais do setor – uma enorme bolha, prestes a estourar a qualquer momento."

Para a maioria dos investidores, no entanto, o reconhecimento da realidade veio muito tarde. E agora, a Bolsa quer salvar o que for possível, principalmente a sua imagem. Os próprios erros devem ser corrigidos ou, segundo afirmam alguns corretores críticos, camuflados. As ações do Mercado Novo deveriam tornar-se um dia um fator de prestígio da Bolsa, valores com enorme potencial de crescimento e de alta cotação: uma decisão inteiramente errada.

Fidel Helmer: "Sim, foi certamente uma decisão errada, a de aplicar duas medidas distintas. Creio que tudo o que é negociado na Bolsa deveria ter uma qualidade determinada. E por que não se pode fazer as mesmas exigências para todas as empresas, sejam elas grandes ou pequenas?"

Temores e inseguranças – A questão agora é saber se o futuro será melhor. Tudo dependerá decisivamente da situação geral do mercado. No momento, ela é desastrosa. Há três anos, a cotação das ações vem caindo permanentemente e os corretores mostram-se cada vez mais inseguros.

Na opinião da maioria dos profissionais da Bolsa, não será suficiente a criação de um novo segmento, a fim de corrigir os erros do passado recente. Os temores e inseguranças ainda deverão acompanhar os negócios da Bolsa de Valores durante algum tempo.

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