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Ciência e Saúde

Ministro defende fim da mistura de gasolina com etanol na Alemanha

Para chefe do Ministério da Ajuda ao Desenvolvimento, mistura de gasolina com etanol contribui para a alta no preço dos alimentos no mercado mundial. Combustível não conta com aceitação plena entre motoristas do país.

O ministro alemão da Ajuda ao Desenvolvimento, Dirk Niebel, sugeriu acabar com a venda da polêmica E10 – gasolina misturada com 10% de etanol – nos postos de combustíveis da Alemanha. A justificativa, segundo ele, é o aumento nos preços dos alimentos em âmbito global.

A E10 foi introduzida na Alemanha há cerca de um ano e meio para ajudar o país a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, mas até hoje é vista com desconfiança pelos consumidores, que temem danos no motor.

Numa entrevista concedida a um canal de televisão nesta quarta-feira (15/08), Niebel ressaltou que, como os consumidores alemães ainda rejeitam o novo combustível, é preciso pensar bem se este é o caminho correto para a Alemanha.

Para o ministro, continuar oferecendo a mistura ajudaria a restringir a oferta de alimentos no mercado global. O etanol usado na E10 é produzido a partir de cana de açúcar, beterraba, milho, trigo ou outras plantas, usadas também na alimentação. Para Niebel, neste "conflito entre prato e tanque", não se deve optar pelos motoristas.

Deutschland Entwicklingsminister Dirk Niebel bei Deutsche Welle in Bonn

Para Niebel, bioetanol restringe oferta mundial de alimentos

Opiniões divergentes

A proposta do ministro alemão foi elogiada por militantes contrários aos biocombustíveis. "É injusto e irresponsável que pessoas precisem passar fome para que possamos abastecer nossos carros", afirmou Rainer Lang, da organização humanitária evangélica Brot für die Welt, ao jornal Westdeutsche Zeitung.

O Ministério do Meio Ambiente, responsável pela política de biocombustíveis no país, não comentou as declarações de Niebel. Um porta-voz do ministério disse apenas que a oferta de E10 no mercado alemão cumpre uma exigência da União Europeia.

A associação alemã da indústria de biocombustíveis considerou a proposta do ministro mera "política simbólica", afirmando que a proibição não ajudaria de fato a acabar com a fome em outros países.

MSB/afp/dapd/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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