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Mundo

Militares dos EUA enviam por engano amostras vivas de antraz

Base em Utah encaminhou equivocadamente amostras vivas da bactéria para diversos centros de pesquisa. Especialistas em saúde afirmam que não houve infecção e que não há risco de contaminação.

Autoridades americanas confirmaram nesta quarta-feira (28/05) que amostras da bactéria antraz foram encaminhadas para laboratórios de nove estados americanos e também para uma base militar na Coreia do Sul.

O Pentágono declarou que não há suspeitas de infecção nem risco para a população, mas quatro civis atendem a medidas preventivas que incluem a combinação de vacina antiantraz e antibióticos.

Jason McDonald, do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), disse que os pacientes observados estavam "realizando procedimentos que dispersaram o agente [bacteriano] ao ar", mas que correm mínimo risco. Uma investigação por parte do CDC para averiguar o incidente já foi iniciada.

Transportado pelo ar, o antraz é potencialmente mortal caso inalado. Em 2001, cinco pessoas morreram após contato com a bactéria, enviada pelo correio a órgãos governamentais e de imprensa.

A base Dugway Proving Grounds, da qual partiu o antraz, envia regularmente amostras "mortas" de antraz, inativas por meio de radiação. Mas a informação exata sobre como a bactéria foi inadvertidamente encaminhado ainda é um mistério.

"Todas as amostras envolvidas na investigação serão seguramente enviadas para o CDC" ou para laboratórios afiliados "para testes adicionais", declarou a porta-voz do centro, Kathy Harden. A amostra enviada para a Coreia do Sul foi imediatamente destruída, de acordo com o Pentágono.

Originalmente, o antraz foi enviado da unidade de Utah como parte de um estudo de campo para identificação de ameaças biológicas.

"Por precaução, [o Departamento de Defesa] parou de enviar esse material a partir dos laboratórios até que a investigação seja concluída", disse o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren.

Últimos passos

Apesar das posteriores precauções tomadas pelo governo, especialistas se mostraram chocados com a falta de supervisão.

"Uma coisa assim não pode acontecer", declarou Stephen Morse, ex-gerente de programas para biodefesa na Agência de Defesa de Projetos e Pesquisa Avançada do Pentágono (DARPA, em inglês).

No último ano, os laboratórios dos governos dos Estados Unidos foram criticados após relatórios apontarem falta de cuidado na administração de bactérias mortais.

Investigadores descobriram que amostras de antraz eram estocadas em refrigeradores não trancados em áreas de livre acesso e que o perigoso material havia sido transportado em sacos plásticos de fácil abertura. Devido a isso, parlamentares americanos exigiram uma supervisão mais rigorosa por parte dos laboratórios do governo.

GB/afp/rtr

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