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Economia

Migalhas para Alemanha

A Alemanha é um gigante de exportações, mas só recebe migalhas do bolo de US$ 4,6 bilhões das encomendas mundiais da ONU, embora a sua contribuição financeira para a organização seja a terceira entre mais de 180 países.

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A sede da ONU em Nova York

A transformação do gigante num anão está evidente no relatório da Organização das Nações Unidas, divulgado em Nova York, sobre a distribuição das suas encomendas no planeta. Até agora, foram os Estados Unidos, Índia, Bélgica, França, Itália e Suíça que dividiram o bolo entre si.

Além da venda de camisinhas (anticonceptivo), a Alemanha só foi competitiva até agora na área de meio ambiente, exatamente o setor de prestação de serviços que oferece as maiores chances, segundo Armgard Wippler, economista da representação alemã na ONU, em Nova York.

Timidez prussiana

As empresas médias alemãs, que em casa se encaixam perfeitamente na burocracia prussiana da modalidade de licitação pública, vacilam muito em competir na organização mamute nos Estados Unidos. A economista alemã acha essa impressão equivocada e garante que existem bons exemplos de como empresas médias do seu país encontraram seus nichos ou mercados.

As chances do empresariado alemão estão nos seus serviços de primeira qualidade muito procurados na ONU, telecomunicações, software, aconselhamento na área ambiental e impressão de material em grandes quantidades, segundo a economista. Ela conta como certo que esses setores vão crescer muito nos próximos anos, em conseqüência do saneamento do quartel-general da organização.

Sinônimo de qualidade

Os produtos "Made in Germany", com o seu sinônimo de qualidade, poderão ter uma vantagem adicional com a filosofia modificada de compras, que não leva mais só preços favoráveis em consideração, mas qualidade, durabilidade e serviço ao cliente, avalia Wippler. Por isso, mesmo ela não vê motivo para empresas alemãs cederem terreno aos concorrentes.

Para os empresários tomarem conhecimento disso, a embaixada da Alemanha nos EUA está realizando, em Nova York, o seminário How to do Business with the United Nations. O debate continuará num simpósio em Berlim, em 9 de dezembro. Mas, enquanto firmas alemãs têm de ser caçadas para participar, a oferta para o seminário em Manhattan eletrizou principalmente firmas turcas nos EUA. Não admira, portanto, que só tenham sobrado migalhas do bolo da ONU para o gigante de exportações, a Alemanha.

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