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Especial

Megalomania hitlerista ampliou sofrimento no fim da guerra

Até 1944, os alemães haviam perdido em várias frentes. Hitler insistiu na guerra mesmo depois do Dia D, negando todo e qualquer bom senso militar. Esta insistência só ampliou o sofrimento de milhões de pessoas.

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Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler

Embora a Alemanha já estivesse praticamente derrotada no final de 1944, Hitler anda insistiu com o envio de idosos e adolescentes ao front. "Homens de 16 a 60 anos que saibam manusear armas devem ser reunidos em todas as regiões do Grande Império alemão para formarmos a resistência popular alemã", estava escrito na conclamação pública em que Hitler arregimentou as últimas forças no país para a sua Volkssturm (tropa de voluntários recrutados nos últimos dias da guerra).

Foram consideradas aptas à frente de batalha meio milhão de pessoas, em parte crianças ou velhos miseravelmente equipados e na maioria em roupas civis. Na realidade, fizeram as vezes de carne para canhão, já que não conseguiram conter o avanço dos Aliados, que chegaram à fronteira ocidental em setembro de 1944 e à oriental, no mês seguinte.

A resistência alemã estava tão enfraquecida que, em janeiro de 1945, os soviéticos levaram apenas três semanas para libertar a Polônia e conquistar o leste alemão.

Máximo de fanatismo

A arma que restava a Hitler foi o cinismo em suas palavras de ordem, evidenciado num pronunciamento público em janeiro de 1945: "Espero dos moradores das cidades que preparem suas armas e aguardo do agricultor que economize seu pão para os soldados e trabalhadores nesta luta. Espero das mulheres e garotas que continuem apoiando esta luta com o máximo de fanatismo. Dirijo-me, com especial confiança, à juventude alemã".

60 Jahre Danach - Chronik - 1944

Aliados haviam desembarcado na Normandia em junho de 1944

O apelo foi seguido por muitos jovens, manipulados pela máquina do ministro da Propaganda, Joseph Goebbels. Em março, os Aliados haviam atravessado o Rio Reno e avançavam em direção a Berlim. Britânicos e canadenses praticamente haviam tomado todo o norte da Alemanha, enquanto o sul era dominado por norte-americanos e franceses.

Mesmo assim, o regime nazista ainda apelava para a perseverança dos soldados e dos civis. Completamente alheio à realidade, Martin Bormann, secretário particular de Hitler, exclamou em abril de 1945: "Temos apenas um slogan. Vencer ou morrer. Viva a Alemanha, viva Adolf Hitler!".

Alemanha a pique

Hitler havia decidido que, se ele afundasse, a Alemanha e todos os alemães iriam a pique com ele. Só entre os soldados alemães, o Endkampf (batalha final), como pregava a propaganda nazista, custou a vida de 1,5 milhão de pessoas entre dezembro de 1944 e maio do ano seguinte, sem contar as vítimas fatais entre os Aliados e a destruição pelas bombas.

Se sob circunstâncias normais o tempo de sobrevivência de um recruta no Exército alemão ( Wehrmacht) era de quatro anos, no final da guerra ele havia se resumido a quatro semanas.

Um mês antes da capitulação, em abril de 1945, as notícias transmitidas pelo rádio refletiam o desespero da situação: "Sem hesitar, vamos ao contra-ataque. Membros da Volkssturm, homens de 60 anos ao lado de jovens de 15, e soldados gravemente feridos mobilizam o contra-ataque. Muitos deles dispõem de apenas um braço". No dia 30 de abril, Hitler se suicidaria.

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