Manifestantes protestam contra a crise nas grandes cidades europeias | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 28.03.2009
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Economia

Manifestantes protestam contra a crise nas grandes cidades europeias

Milhares de pessoas vãos às ruas de várias cidades europeias em defesa de uma "economia de mercado mais justa". As manifestações marcam o início de uma série de protestos que antecedem a cúpula do G20 em Londres.

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'Enterro do capitalismo' em Berlim

Neste sábado (28/03), mais de 10 mil pessoas (segundo a polícia local) protestaram em Berlim contra a atual crise econômica. Segundo os organizadores da passeata, havia 30 mil manifestantes nas ruas da cidade.

Os manifestantes exibiam faixas com ataques ao capitalismo e carregavam um caixão negro com rosas vermelhas em cima, numa celebração simbólica de um enterro do mesmo. Vários participantes dos protestos traziam máscaras com os semblantes dos presidentes norte-americano, Barack Obama, e francês, Nicolas Sarkozy, bem como do premiê britânico Gordon Brown.

A manifestação foi pacífica até perto do seu final, quando aconteceram confrontos entre alguns ativistas e a polícia diante da Prefeitura Vermelha, na Alexanderplatz.

"Por cima de cadáveres"

G20 Gipfel Demonstrationen

Manifestantes em Frankfurt

Em Frankfurt, a polícia registrou a presença de mais de 9 mil manifestantes, que carregavam faixas com os dizeres "não vamos pagar pela sua crise". Os organizadores dos protestos defendem um sistema econômico "mais justo e ecologicamente mais suportável" e atacam o saneamento do setor financeiro "às custas da grande maioria".

Jochen Nagel, presidente do sindicato dos professores no estado de Hessen, onde está localizada a cidade de Frankfurt, defendeu uma maior tributação para os mais ricos. Nas faixas dos manifestantes estavam estampados dizeres como "parem com a loucura dos bônus" e "nosso sistema econômico passa por cima de cadáveres".

Vaias para Brown

G20 Gipfel Demonstrationen

'Primeiro as pessoas': lema dos protestos em Londres

Em Londres, os protestos aconteceram na região central da cidade em direção ao Hyde Park, com a presença de cerca de 15 mil pessoas, segundo informações oficiais. Sob o lema "put people first" (ponham as pessoas em primeiro lugar), a manifestação contou com a participação de mais de 150 sindicatos e grupos de ativistas e ambientalistas.

A presença da polícia foi ostensiva, embora não tenha havido nenhum confronto. Os manifestantes vaiaram abertamente quando a passeata passou em frente à sede do governo. O secretário-geral da central sindical britânica TUC, Brendan Barber, afirmou, contudo, que nas manifestações deste sábado "não há lugar para incitação à desordem".

No Reino Unido, houve um aumento de mais de 2 milhões de pessoas registradas como desempregadas, enquanto os preços dos imóveis caíram 11% no último ano. A produção industrial apresenta a pior derrocada dos últimos anos desde 1981.

Início de uma série

Os protestos, que aconteceram também em várias outras cidades europeias, como Paris e Viena, por exemplo, marcam o início de uma série de manifestações que deverão ocorrer nesta semana até o início do encontro de cúpula do G20, marcado para a próxima quinta-feira (02/04).

SV/AS/dpa/rtr

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