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Mundo

Londrinos relembram ataques terroristas

Para a maioria, a vida voltou ao ritmo normal. Mas a memória não apaga os atentados terroristas que aconteceram há um ano no metrô de Londres. A DW-WORLD entrevistou pessoas que testemunharam o acontecimento.

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Londrinos choram a morte de amigos e parentes, um ano depois

No dia 7 de julho de 2005, quatro homens-bomba detonaram seus dispositivos em três trens do metrô e um ônibus, em Londres, matando 52 e deixando centenas de feridos.

Um ano depois dos atentados, a DW-WORLD entrevista pessoas que trabalhavam nas áreas em que aconteceram os ataques. Elas falam de suas experiências, das conseqüências econômicas para seus estabelecimentos e sobre os efeitos que ainda se fazem sentir.

Martin Jacobs, 41 anos, sócio de um bistrô na Baker Street

"Nós ficamos com medo. Percebemos que as ruas haviam sido interditadas e recebemos um aviso para não deixarmos o estabelecimento e para baixarmos a proteção de ferro. Muita gente ficou sem saber o que fazer. Alguns clientes estavam assistindo TV no restaurante, mas as informações eram muito desencontradas. Só lá pela uma ou duas da tarde, ficamos sabendo realmente do que havia acontecido. O relatório oficial inicial falava de uma explosão na rede elétrica. Nosso negócio ficou meio parado por alguns dias, e o turismo se reduziu um pouco. Mas Londres é uma cidade muito resoluta. As pessoas são fortes e determinadas a não se deixam abater por qualquer coisa. Agora o negócio voltou ao normal – estamos melhores do que nunca – e eu não penso mais nos ataques. Pessoalmente, não ando de metrô, mas as pessoas que andam não sentem mais medo."

Noosin Hajeer, farmacêutico na Baker Street

"Era meu dia de folga, mas eu fiquei bastante chocado quando ouvi a notícia. Somente mais tarde descobri que os ataques haviam acontecido muito próximo ao meu local de trabalho. Agora a segurança é maior: vejo mais policiais rondando por aí. No momento, acredito que a nossa situação é boa. Eles investem todo esse dinheiro, mas nunca se sabe quanto de segurança é realmente suficiente."

Franco Novi, 47 anos, dono de um restaurante italiano na Grays Inn Road

"Logo depois dos ataques, o negócio desaqueceu por conta do medo das pessoas. Mas as coisas voltaram ao normal agora. As pessoas seguem levando suas vidas. É sempre um pouco assustador no metrô, porque os trens chacoalham muito. É claro que a gente ainda tem medo das bombas."

Helen, 26 anos, funcionária de uma livraria na Euston Road

"Foi estranho, realmente, porque nós estávamos bem no meio do acontecimento. Era um dia estranho, muito tranqüilo, todos estavam nervosos devido ao caos lá fora. O negócio voltou ao normal bem rapidamente e o 'espírito londrino' voltou às ruas. Todo comércio de Londres foi afetado, mas não por muito tempo. Eu costumava pegar a Central Line do metrô, mas agora pego a Picadilly Line, o que significa que eu seria mais afetada se os ataques acontecessem hoje. Mas não me preocupo quando estou no trem, a não ser que ele fique parado por muito tempo entre uma estação e outra. Claro, fica marcado no seu inconsciente. Eu acho, pelo que tenho visto, que a cidade está muito bem preparada para o caso de um ataque desta natureza acontecer novamente. As coisas foram muito bem organizadas e o pessoal do resgate de emergência fez um ótimo trabalho."

Rabi, 40 anos, empregado de uma loja de conveniência na Grays Inn Road

"No dia do ataque, fechei a loja e fui para casa por um outro caminho, de forma que eu não pude ver o que tinha acontecido. A loja ficou fechada por dois dias e as vendas foram baixas nas primeiras duas ou três semanas, mas agora já voltamos ao normal. Eu pego o metrô e está tudo bem. As coisas voltaram à normalidade."

Chetan Morar, 45 anos, gerente de uma loja de sapatos próxima à Liverpool Station

"Cheguei cerca de 10 minutos depois do atentado. Eu estava no ônibus, vindo para o trabalho. Eu via as pessoas saindo do metrô na Liverpool Station – e elas estavam todas enegrecidas. Um cara entrou no ônibus, aos prantos. Havia gente por toda a parte, e muita confusão. Todos que eu conheço, em todas as partes do mundo, ligaram para saber se estava tudo bem comigo. Depois disso, a loja de sapatos ficou sem muito movimento, até dezembro. Não tem sido fácil voltar ao estado normal, nos últimos três ou quatro meses. Sou uma pessoa calma, mas ainda me preocupo ao usar o transporte público. Pode acontecer a qualquer hora, com qualquer pessoa – é de dar medo. Estou feliz por estar vivo. A resposta da cidade ao acontecimento tem sido excelente, fora uma ou outra exceção. Um ótimo trabalho tem sido feito. Um amigo meu é policial e foi mandado pra Russell Square no dia dos ataques. Ele precisou freqüentar a terapia por alguns meses, por causa de todos os cadáveres que viu."

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