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Mundo

Ataques terroristas abalam Londres

Polícia confirmou quatro explosões em ônibus e estações do metrô e pelo menos 37 mortes. Grupo ligado à Al Qaeda pode estar por trás dos ataques.

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45 foram atingidos com gravidade e 300 tiveram ferimentos leves

Um dia depois de ser escolhida para sediar as Olimpíadas de 2012, Londres viveu momentos de terror e caos nesta quinta-feira (07/07). Uma série de quatro explosões em ônibus e estações de metrô matou no mínimo 37 pessoas e deixou mais de 700 feridos no centro da capital inglesa, segundo a polícia britânica. Durante toda a tarde, a imprensa falou em seis ou até sete explosões, 45 mortes e mais de mil feridos.

A polícia confirmou que o andar superior de um ônibus de dois andares foi destruído pela explosão de uma bomba. O número de mortos deve aumentar, pois a polícia não divulgou quantas pessoas morreram nesse ataque.

A versão online da revista alemã Der Spiegel informou que um grupo chamado "Organização Secreta – Al Qaeda na Europa" publicou num site islâmico mensagem na qual assumiu a autoria do atentado. Segundo a mensagem, Itália e Dinamarca seriam os próximos alvos. A autenticidade do documento não foi comprovada. A polícia britânica divulgou que nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques.

Terroranschlag in London Russell Square Bus BdT

Imagem da câmera que controla o trânsito na Russel Square

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse pela manhã que se trata de um ataque terrorista coordenado para coincidir com a abertura da cúpula do G-8, que acontece na Escócia. Blair interrompeu sua participação no encontro e retornou a Londres. O combate ao terrorismo está na pauta da cúpula do G-8.

O governo alemão condenou com veêmencia os atentados em Londres. "Esses crimes pérfidos, que custaram a vida e a saúde de muitos inocentes, são condenados com veemência por mim e por todos os integrantes do G-8", afirmou o chanceler federal, Gerhard Schröder. O ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, disse em Berlim que "o terrorismo não deve e não irá se impor". O presidente Horst Köhler enviou telegrama de condolências à rainha Elizabeth II. Ele classificou os atentados de "bárbaros".

Mortos e feridos

Segundo informações da Scotland Yard, há pelo menos 37 vítimas fatais e cerca de 45 feridos graves (com amputações ou queimaduras) em Londres. Há ainda cerca de 700 casos registrados de ferimentos leves e intoxicação. A rede de televisão britânica Sky afirmou que há pelo menos 45 mortos e no mínimo mil feridos. Todos os hospitais de Londres permaneceram em estado de alerta máximo. O Exército foi mobilizado para vigiar o centro da capital britânica.

Terroranschlag in London

Passageiro de metrô, ferido, sendo transportado da estação Edgware Road

Segundo a polícia, a primeira das explosões ocorreu num túnel nas proximidades de Liverpool Street, às 8h51 (horário local), e causou a morte de sete pessoas. Cinco minutos depois, uma bomba explodiu num trem perto da estação King's Cross, onde 21 pessoas morreram. Outras cinco morreram numa explosão em Edgware Road, às 9h15. A quarta bomba explodiu em um ônibus em Tavistock Place, às 9h47. A polícia não sabe quantas pessoas morreram nesse último ataque.

A rede metroviária da cidade foi completamente paralisada após os ataques e o centro de Londres, evacuado.

Ataque coordenado

O comissário de Segurança e Justiça da União Européia, Franco Fratini, parte do princípio de que as explosões foram conseqüência de ataques terroristas. "O terror atingiu novamente o coração da Europa e acertou um país que detém a presidência rotativa da UE e do G-8", disse.

Terroranschlag in London Polizei BdT

Policiais isolam locais das explosões

Segundo o especialista alemão em terrorismo Elmar Thevessen, tudo indica que se trata de um ataque terrorista coordenado ao centro de Londres. Ele disse que, até agora, a "Organização Secreta – Al Qaeda na Europa" não havia aparecido em atividades terroristas na Europa. "Neste momento, há muitas organizações que querem se colocar em cena para espalhar ainda mais pânico", advertiu.

O porta-voz da bancada conservadora no Parlamento britânico, Alan Duncan, disse que "agora está claro que se trata de ataques terroristas. Isto é o definitivo pesadelo".

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