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Alemanha

Gosto de amora e ameixa

Toda moda um dia passa: os alemães deixaram de ser os maiores consumidores do Beaujolais Nouveau. Perdem para os japoneses, que se tornaram os maiores importadores do produto no mundo.

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Pontual como sempre: o Beaujolais Nouveau

O Beaujolais Nouveau deste ano tem o discreto sabor de frutas escuras, como amoras e ameixas, e uma cor entre o vermelho rubi e o violeta. Características como essa podem variar ligeiramente de um ano para outro. Mas num ponto o vinho é infalível: chega ao mercado sempre pontualmente, à zero hora da terceira quinta-feira de novembro.

O lançamento é marcado pelo repicar dos sinos à meia-noite nos vinhedos situados entre o Loire e o Saône, na França. E a chegada pontual do produto aos bistrôs do mundo inteiro, de Nova York a Tóquio, pressupõe uma grande operação logística: em questão de uma semana, mais de 7 milhões de litros do vinho produzido com a uva tinta do tipo Gamay precisam ser transportados de avião para todas as partes do planeta.

Oscilação no mercado — Cerca de 60 milhões de garrafas são produzidas anualmente, sendo a metade vendida na própria França. Durante muito tempo, e até o ano passado, os alemães vinham logo depois dos franceses entre os apreciadores do vinho. Na Alemanha, chegaram a ser vendidas 13 milhões de garrafas. Este ano foram importadas apenas 7 milhões.

Os japoneses, com 8,2 milhões de garrafas, são agora os campeões no consumo do Beaujolais Nouveau no mundo. Mas, a longo prazo, os produtores sonham mesmo é com o mercado chinês. "Se cada chinês bebesse um pequeno cálice de Beaujolais, isso já seria toda a produção de um ano", calcula esperançoso Maurice Large, presidente da Associação dos Vinhateiros do Beaujolais.

Marketing, faca de dois gumes — Os apreciadores do vinho tinto da Borgonha ridicularizam o Beaujolais Noveau, ao qual atribuem qualidade inferior. O enorme sucesso do vinho no mundo inteiro se deve sem dúvida ao eficiente marketing realizado em torno da bebida nas últimas décadas. Lembra o boom das garrafas azuis no Brasil, vendidas durante um bom tempo como se contivessem o vinho bom da Alemanha e hoje desprezadas pelos consumidores, que aprenderam nesse meio tempo a apreciar um vinho de qualidade.

Os próprios produtores da região de Beaujolais admitem que se concentraram demais no marketing do Nouveau. "Conseguimos vender 50% da nossa safra em duas semanas, mas não nos desfazemos dos outros 50% em 50 semanas", critica Ghislain Longevialle. Da safra de 2001, sobraram 10 milhões de litros, que precisaram ser convertidos em vinagre.

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