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Alemanha

Chegou o Beaujolais Nouveau

Alemães são os maiores consumidores do vinho fora da França. Bebida cult exportada para 150 países está comemorando 50 anos.

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Num café parisiense, o "chef" fez questão de abrir pessoalmente a primeira garrafa do Beaujolais 2001.

Num ritual que se repete há meio século, a venda do Beaujolais Nouveau deste ano começou, no mundo inteiro, pontualmente à zero hora desta quinta-feira. O vinho tinto à base de uva do tipo Gamay, que pode ser vendido já a partir de três semanas após encerrada a colheita, tem nos alemães seus maiores consumidores fora da França.

Beaujolais, entre os rios Loire e Saône, é uma das poucas regiões vinícolas francesas em que a colheita é trabalho exclusivamente manual. Todos os anos, cerca de 40 mil trabalhadores sazonais ajudam na colheita, que dura três semanas.

Tradição — Foi a 13 de novembro de 1951 que os vinicultores daquela região do sul da Borgonha conseguiram uma permissão especial de vender o vinho novo quatro semanas mais cedo do que os produtores das demais regiões. Desde então, tornou-se tradição lançá-lo no mercado na terceira quinta-feira de novembro. Produzido inicialmente para abastecer alguns bistrôs em Paris e Lyon, o Noveau tornou-se um verdadeiro sucesso de exportação. Sua cota na produção total da região de Beaujolais chega hoje a um terço.

Dos 58 milhões de litros produzidos no ano passado, 25 milhões foram exportados, sendo 75% para a Alemanha, Japão e EUA. Só os alemães compraram 9,3 milhões do tinto, que pode ser servido resfriado e tem sabor que lembra frutas silvestres.

Mas não são só os apreciadores de vinho alemães que se alegram quando o Beaujolais Nouveau chega ao mercado. A empresa de correio orgulha-se da logística de seu Deutsche Post World Net, responsável pelo transporte de quatro milhões de garrafas para 90 países.

Qualidade controvertida — Enquanto milhões de apreciadores entre Paris, Berlim e Tóquio o festejam como bebida cult, muitos conhecedores do vinho tinto da Borgonha ridicularizam o Beaujolais Nouveau pelo seu gosto aguado, considerando-o no máximo como "algo situado entre vinho e outra bebida qualquer".

Apesar do sucesso duradouro, mesmo na Alemanha o consumo vem diminuindo: a venda em 2000 foi 11% inferior à de 1999, ano em que se vendeu, por sua vez, 7% a menos que em 1998. Isso se deve, em parte, ao aparecimento de vinhos de qualidade inferior no mercado, mas também à acirrada concorrência entre os fornecedores, que fez baixar o preço e, com isso, o prestígio do Nouveau no mercado alemão.