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Mundo

Executivo da VW é condenado em escândalo de emissões

Juiz dos EUA sentencia Oliver Schmidt a sete anos de prisão e multa de 400 mil dólares por seu papel na manipulação de motores em veículos da Volkswagen. Ele é o segundo ex-funcionário da empresa a ser condenado no caso.

VW Volkswagen Abgas Skandal (picture-alliance/dpa/J. Stratenschulte)

Volkswagen admitiu que programou dispositivos para serem acionados nos testes e desligados durante uso normal

A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira (06/12) o ex-executivo da Volkswagen Oliver Schmidt a sete anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 400 mil dólares, por seu papel no escândalo de emissões envolvendo manipulações ilegais pela montadora alemã.

Em 2015, a Volkswagen reconheceu ter equipado milhões de veículos com um dispositivo que os fazia parecer menos poluentes, permitindo à empresa contornar as leis americanas antipoluição. Os carros eram vendidos como limpos, mas emitiam poluentes muito acima do limite permitido.

O juiz Sean Cox, responsável pela condenação, descreveu Schmidt como um "conspirador chave" na fraude. O executivo, que até 2015 ocupou um cargo de gerência na VW, era encarregado de assegurar que a produção da empresa estava de acordo com as regulamentações ambientais americanas.

Segundo a Justiça, Schmidt enganou os reguladores que investigavam por que os veículos da empresa emitiam mais poluentes durante o uso convencional do que nos testes. Ao ser questionado pelas autoridades, ele teria fornecido respostas que ocultavam o fato de que a empresa fraudou os exames por meio da instalação de dispositivos ilegais nos veículos a diesel.

Juiz descreveu Schmidt (foto) como conspirador chave

Juiz descreveu Schmidt (foto) como "conspirador chave"

"Estou certo, com base no bom senso, de que você enxergou esse encobrimento como uma oportunidade para brilhar – a fim de subir na escada corporativa da Volkswagen", afirmou o juiz Cox na decisão. "Seu objetivo era impressionar as chefias superiores."

Schmidt, de 48 anos, foi preso em janeiro deste ano no aeroporto de Miami, quando tentava voltar à Alemanha após uma temporada de férias nos Estados Unidos. Em agosto, perante a Justiça, ele se declarou culpado da acusação de conspiração para defraudar as autoridades.

"Pela interrupção da minha vida, eu só posso culpar a mim mesmo. Eu aceito a responsabilidade pelo erro que cometi", afirmou Schmidt ao juiz.

O executivo é o segundo funcionário da Volkswagen a ser condenado por envolvimento no escândalo de emissões. Em agosto passado, o engenheiro James Liang, da Volkswagen, foi sentenciado a 40 meses de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 200 mil dólares.

Liang, com 63 anos à época de sua condenação, sabia que a empresa estava cometendo fraudes e agiu para encobri-las, declarou o juiz Cox durante audiência no tribunal de Detroit. Segundo os procuradores, ele tinha conhecimento sobre o uso do dispositivo em cerca de 600 mil veículos a diesel a fim de burlar as leis antipoluição dos EUA.

A própria Volkswagen admitiu culpa pela conspiração perante o tribunal de Detroit em março passado, fechando um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que envolve o pagamento de multas no valor de 4,3 bilhões de dólares.

EK/ap/dpa/afp/lusa/dw

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