1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Espanha recebe paciente com ebola

Religioso de 75 anos ajudava pacientes infectados na Libéria, onde foi decretado estado de emergência. Sua assistente, apesar de apresentar teste negativo para o vírus, também ficará isolada em hospital em Madri.

default

Avião militar espanhol transportou religiosos até Madri

Dias após dois pacientes infectados pelo vírus ebola desembarcarem nos EUA para tratamento, dois espanhóis foram levados na manhã desta quinta-feira (07/08) da Libéria para Madri. Um avião do Exército transportou o religioso Miguel Pajares e sua assistente, a monja de origem guineense e com passaporte espanhol Juliana Bohe, para a capital da Espanha.

Exames confirmaram que Pajares contraiu o vírus, mas os testes deram negativo no caso de Bohe. Ainda assim, ela foi levada para observação e ficará isolada. O religioso de 75 anos e sua assistente estavam ajudando a cuidar de pessoas infectadas pelo vírus na Libéria. Pajares contraiu ebola em um hospital de Monróvia, capital do país, segundo a ONG espanhola Juan Ciudad, para a qual ele trabalha.

Em mensagem enviada pela conta oficial do Twitter, o Ministério da Defesa espanhol informou que o avião trazendo os dois havia pousado às 8h15 (hora local). A aeronave militar foi equipada com todas as medidas médicas e de segurança para evitar contágios à tripulação e ao pessoal médico que acompanhou a operação.

Os pacientes serão tratados no hospital Carlos 3º, que conta com todos os protocolos de segurança ativados para garantir um risco mínimo de contágio. Esta é a primeira vez que uma pessoa infectada pelo vírus do ebola é tratada na Espanha.

Ebola spanischer Geistlicher Miguel Pajares

O espanhol Miguel Pajares (dir), de 75 anos, contraiu o vírus na Libéria

Estado de emergência

Na noite de quarta-feira, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, declarou estado de emergência no país. A epidemia do ebola "exige medidas extraordinárias para a sobrevivência do Estado", salientou.

"O vírus do ebola, as ramificações e as consequências da doença constituem agora um problema que afeta a existência, a segurança e o bem-estar da República, representando um perigo claro e imediato", disse a presidente antes de declarar o estado de emergência.

Também nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que considera prematura a utilização do medicamento experimental que foi usado no tratamento do médico e da missionária americanos levados aos EUA. Uma fórmula elaborada por um laboratório biotecnológico americano e conhecida por ZMapp havia sido ministrada nos dois ainda na Libéria. Após a aplicação da substância, testada com sucesso apenas em macacos, ambos os infectados registraram melhora.

"Penso que devemos deixar que a ciência nos guie. Acho que ainda não temos toda a informação para determinar que esse medicamento é eficaz", disse Obama no encerramento da cúpula EUA-África, em Washington.

Autoridades sanitárias dos EUA aumentaram o nível de alerta para "1", o mais elevado, para melhor responderem à epidemia, ressaltando que se trata de uma medida destinada a "mobilizar recursos". Obama disse que os americanos estão trabalhando com parceiros europeus e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para arrecadar fundos a fim de conter a epidemia.

O surto do ebola na África Ocidental já infectou 1.711 pessoas, das quais 932 morreram, de acordo com o mais recente balanço divulgado pela OMS.

LPF/lusa/afp/ap

Leia mais