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Copa do Mundo

Em Zurique, Dilma e Blatter tentam mostrar sintonia

Após criticar duramente atrasos nas obras da Copa, presidente da Fifa ameniza discurso e diz que “no fim tudo acaba bem, sobretudo no Brasil”. Líder brasileira volta a garantir que país está preparado para o evento.

No início do mês, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou duramente o Brasil por ser o país "com maior atraso" nos preparativos para uma Copa que ele já havia visto. Na terça-feira (21/01), foi a vez de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, engrossar o tom e ameaçar tirar Curitiba como sede do Mundial caso uma resposta rápida não seja dada para a demora na entrega da Arena da Baixada.

Nesta quinta-feira (23/01), porém, Blatter deixou a bronca de lado e tentou transparecer um clima de sintonia e união durante a visita da presidente Dilma Rousseff à sede da Fifa em Zurique, na Suíça. Dilma voltou a reiterar que o país está preparado para realizar "a Copa das Copas".

"Estádios, aeroportos, portos – teremos todas as obras para que sejamos um país que bem recebe", garantiu a presidente, ao lado de Blatter, em uma declaração à imprensa logo após o encontro. Perguntas dos jornalistas, porém, foram vetadas, evitando constrangimentos mútuos.

Em suas falas, nenhum dos dois comentou sobre atrasos em obras, nem sobre as recentes cobranças por segurança durante o Mundial. "No fim tudo acaba bem, sobretudo no Brasil", disse o cartola. "Não há país melhor para se falar de futebol."

Troca de afagos

A troca de afagos foi demonstrada logo na chegada de Dilma, que foi recebida por Blatter na porta da entidade. O cartola fez questão de oferecer à brasileira, aos risos, um "aperto de mão da paz" – uma iniciativa sua para promover a tolerância no esporte. Durante a reunião, a presidente presenteou o anfitrião com moedas comemorativas do Mundial.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também participou do encontro. De acordo com a Presidência, durante a reunião foram discutidas ações contra o racismo e a discriminação, e também pela promoção da paz e do futebol feminino.

Dilma Rousseff und Sepp Blatter

Na sede da Fifa, Blatter mostra a Dilma as bolas já usadas em Copas do Mundo

"Nós queremos deixar um legado", afirmou Blatter. "Um país tão multicultural, onde todas as raças do mundo são encontradas, abre uma possibilidade para uma ação contra o racismo e a discriminação. Esse é um dos pontos que colocaremos em uma agenda conjunta."

Dilma observou que o futebol tem o poder de ser uma ação afirmativa na luta contra o preconceito e o racismo, além de disseminar os valores de paz e entendimento entre os homens e entre as nações.

Ajuda social

Ainda seguindo o tom de harmonia com o Brasil, a Fifa anunciou nesta quinta-feira que em março haverá o lançamento de um fundo de legado da Copa. Ele receberá um valor inicial de 47 milhões de reais (20 milhões de dólares) da entidade para financiar projetos sociais, educacionais e de saúde no Brasil. Segundo Jérôme Valcke, o valor do investimento poderá subir com doações de outras instituições.

O secretário-geral da Fifa esteve nesta quinta em uma das instituições que receberão, neste ano, apoio financeiro da iniciativa Football for Hope – a fundação Bola pra Frente, criada pelo ex-jogador Jorginho, no Rio de Janeiro. O instituto recebeu 200 mil dólares da iniciativa e deve ganhar outros 800 mil do fundo neste ano.

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