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Mundo

Curdos matam dois soldados turcos em atentado a bomba, diz Ancara

Exército turco atribui atentado a bomba contra comboio a militantes do PKK. Explosão em região de maioria curda ocorre um dia depois de a Turquia iniciar ofensiva militar contra jihadistas do EI e rebeldes curdos.

O Exército da Turquia afirmou neste domingo (26/07) que dois soldados foram mortos e quatro ficaram feridos após um atentado a bomba contra um comboio militar no sudeste do país, numa região de maioria curda. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

Um carro-bomba explodiu quando os militares passavam por uma estrada no distrito de Lice, na província de Diyarbakir, na madrugada deste domingo. Ainda segundo os militares turcos, após a explosão, os militantes curdos abriram fogo contra o comboio. Em comunicado, Ancara responsabiliza o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

A explosão de um carro-bomba ocorre um dia depois de a Turquia iniciar bombardeios contra posições do PKK, no norte do Iraque, e do "Estado Islâmico" (EI), na Síria, como parte de uma ofensiva antiterror. Os ataques contra o PKK são os primeiros desde 2013, quando o governo turco e os militantes curdos fecharam um acordo de paz, e colocam em dúvida o futuro do processo de paz.

Prisões de suspeitos e manifestações

Alguns analistas afirmam que Ancara está usando a campanha contra o EI como desculpa para continuar a suprimir a insurgência curda. A investida contra os jihadistas foi lançada após militantes do EI dispararem contra um posto militar turco na fronteira com a Síria, matando dois soldados.

Na última segunda-feira, um ataque suicida atribuído ao EI contra um centro cultural na cidade turca de Suruç deixou 32 mortos e mais de 100 feridos, muitos deles curdos. Os ataques contra os jihadistas representam uma mudança de tática de Ancara, que vinha relutando em se unir à coalizão internacional liderada pelos EUA contra o grupo extremista.

Além dos ataques aéreos, as forças de segurança turcas também realizaram batidas policiais em Istambul e 12 outras províncias. De acordo com o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, pelo menos 590 pessoas foram presas até o momento, muitas delas suspeitas de terem ligações com o EI ou o PKK.

Como as tensões em todo o país continuam a aumentar, as autoridades turcas vêm dispersando ou proibindo manifestações antijihadistas e marchas contra a guerra em várias cidades do país, como Ancara e Istambul.

FC/afp/ap/rtr/efe/lusa

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