Crise: a hora e a vez dos correios | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 09.11.2008
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Economia

Crise: a hora e a vez dos correios

Deutsche Post sucumbe à crise e anuncia corte drástico de postos de trabalho na subsidiária norte-americana. Funcionários esperam "segunda-feira negra".

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DHL permanece somente nas regiões metropolitanas dos EUA

Para esta segunda-feira (10/11), dia em que a Deutsche Post divulgaria os números do último trimestre, as expectativas são as piores. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, a empresa alemã de correios e logística vai apresentar o "pacote econômico" mais radical de sua história.

Após uma era de expansão no mercado norte-americano, conduzida pelo ex-presidente da empresa, Klaus Zumwinkel, a Deutsche Post anuncia uma drástica redução dos negócios no país. Dentro da empresa já se fala numa "segunda-feira negra".

Prejuízos bilionários

Vorstandsvorsitzender Frank Appel Deutsche Post

Frank Appel: medidas para amenizar erros do passado

Entre Washington e São Franciso, a Deutsche Post vem amargando prejuízos bilionários nos últimos anos. Somente para este ano, as previsões são de prejuízos em torno de 1,3 bilhão de dólares na subsidiária DHL nos EUA, o que signfica na menos que cinco milhões de dólares de prejuízo por dia. Os cortes previstos ameaçam 40 mil postos de emprego nos EUA, sendo 20 mil na própria Deutsche Post e outros 20 mil em empresas parceiras.

Além disso, os correios alemães pretende cortar despesas adminstrativas em suas representações em todo o mundo. Entre este tipo de redução de pessoal, estão também ameaçados postos de trabalho dentro da Alemanha.

Hegemonia dos concorrentes

Segundo o jornal Wall Street Journal, a razão dos cortes na Deutsche Post são a hegemonia das empresas de logística FeedEx e United Parcel Service no mercado interno norte-americano. A DHL, segundo o jornal, vai manter representações nos EUA nas grandes cidades e regiões metropolitanas. Em outubro último, a Deutsche Post já havia anunciado sua provável retirada do mercado deficitário norte-americano.

As medidas devem ser anunciadas pelo presidente da empresa, Frank Appel, nesta segunda-feira. Appel está, segundo informações divulgadas pela mídia, disposto a se retirar dos negócios arriscados, iniciados pelo antecessor Klaus Zumwinkel.

Pagando pelos erros do passado

Deutschland Post Klaus Zumwinkel

Klaus Zumwinkel, ex-presidente da Deutsche Post

O ex-presidente Zumwinkel saiu do cargo depois de ter sido acusado de sonegação de impostos em grande estilo e responde até hoje por processo na Justiça.

"Decisões errôneas, tomadas por Zumwinkel, irão custar os empregos de milhares de funcionários. O saldo para os acionistas da Deutsche Post é o de um prejuízo de pelo menos 50% do valor das ações da empresa. Tome-se os efeitos da crise daqui e dali, isso é no mínimo desastroso para uma empresa cujos serviços são relativamente estáveis. E também o contribuinte alemão leva seu prejuízo pelos 31% que o governo ainda possui da Deutsche Post", comenta o diário Frankfurter Allgemeine Zeitung.

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