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Mundo

Com primeiro-ministro no hospital, troika adia visita a Atenas

Avaliação é essencial para Grécia receber nova parcela da ajuda. Premiê Antonis Samaras foi operado do olho e, após hospitalizado depois de desmaio, ministro de Finanças, Vassilis Rapanos, não irá assumir o cargo.

A missão da troika – formada por União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) – que a partir desta segunda-feira (25/06) verificaria a implantação do programa de austeridade na Grécia, foi adiada em uma semana. Com o recém-empossado primeiro-ministro Antonis Samaras operado do olho, e com o designado ministro grego de Finanças, Vassilis Rapanos, internado em um hospital depois de sofrer um desmaio, os representantes da troika não teriam como ser recebidos, alega Atenas.

Nesta segunda-feira (25/06), o gabinete de Samaras em Atenas afirmou que Rapanos decidiu não assumir o cargo a que foi designado. "A demissão foi aceita", confirmou o gabinete do premiê.

A nova visita deve acontecer no início de julho, segundo os representantes do grupo. A troika pretende avaliar os avanços das reformas no país e nortear possíveis adaptações que precisarão ser feitas no programa grego de austeridade.

Uma das preocupações da missão é averiguar se houve piora das situações financeira e econômica na Grécia durante as semanas de campanha eleitoral. O resultado destas análises é fundamental para que o país possa receber mais uma parcela, no valor de 130 milhões de euros, do pacote de ajuda.

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, disse compreender o adiamento da visita, já que "saúde vem em primeiro lugar". Mas reforçou que não haverá "desconto" para a Grécia.

Fora da cúpula

Apesar de deixar o hospital ainda nesta segunda, por recomendação médica Samaras também não participará da cúpula da UE, que começa na próxima quinta-feira (28/06). Ele será representado pelo ministro do Exterior, Dimitris Avramopoulos, que vai liderar a delegação grega na cúpula.

Um dos principais assuntos do encontro de dois dias será justamente a situação da Grécia após as eleições do último dia 17, das quais o partido do novo primeiro-ministro, o Nova Democracia, sagrou-se vencedor em uma apertada disputa com a coalizão formada por radicais de esquerda.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, definiu a formação do novo governo com um "sinal claro da determinação da Grécia em honrar os seus compromissos e permanecer no euro". O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, também demonstrou "firme vontade de uma estreita cooperação" com o novo Executivo em Atenas.

Reafirmando um discurso a favor do euro, o partido conservador de Samaras venceu as eleições defendendo a permanência da Grécia no bloco de moeda comum e uma renegociação dos acordos sobre o programa de ajuda – o que vem sendo rechaçado pelos europeus.

MSB/dapd/ap/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

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