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Mundo

Chirac mostra frieza com esquerda unida contra Le Pen

Mais de 40 milhões de franceses estão convocados às urnas neste domingo para escolher o seu presidente entre o conservador Jacques Chirac, de 69 anos, e o radical de direita Jean-Marie Le Pen, de 73 anos.

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Cartaz contra Le Pen mostra o candidato com suástica (símbolo nazista) na mente

Seguro de que permanecerá no Palácio Eliseu depois do segundo turno, o candidato da Reunião pela República (RPR) mostra-se frio com as esquerdas unidas contra o seu adversário e já está de olho nas eleições parlamentares de junho.

Na tática eleitoral de Chirac, só conta um fato: toda a esquerda quer votar nele porque o candidato da Frente Nacional não deve assumir a chefia do Estado francês. "Se a direita e as esquerdas se unem agora num único movimento contra Le Pen, será muito difícil restabelecer as condições normais de confrontação dentro de um mês", esclareceu um assessor de Chirac. A meta deste agora é uma maioria absoluta para o seu partido RPR na nova Assembléia Nacional a ser eleita no mês que vem. Com isso acabaria a coabitação – a convivência forçada entre o presidente conservador Chirac e o primeiro-ministro de esquerda. Tanto na esquerda quando na direita predomina a avaliação de que a desamada coabitação do presidente Chirac com o premier socialista Lionel Jospin, iniciada em 1997, gerou grande insatisfação dos franceses com o poder.

Na eleição de cinco anos atrás, o Partido Socialista elegeu 253 dos 577 deputados e Jospin formou um governo de coalizão com os verdes e os comunistas. Um Chirac reeleito para mais cinco anos não gostaria mais de cooperar com um governo de esquerda. O presidente francês é o chefe de Estado mais forte na União Européia. Ele representa a nação dentro e fora do país e é, ao mesmo tempo, chefe do Executivo. Ao contrário do presidente da Alemanha (com deveres representativos), o da França é eleito diretamente pelo povo e por isso tem uma autoridade especial. Ele nomeia e demite o primeiro-ministro (chefe de governo) e os ministros, preside as reuniões do gabinete e determina as diretrizes do governo e da política nacional.

Vitória de Chirac - As pesquisas sobre intenção de voto indicam que o presidente Chirac pode ser reeleito com 80% dos votos. Para o candidato da Frente Nacional são previstos 26%. É bem verdade que antes do primeiro turno as pesquisas previram que Jospin seria o concorrente de Chirac no segundo turno e para Le Pen só reservaram o papel de perdedor. A votação surpreendente de 21 de abril resultou, de um lado, de uma campanha eleitoral monótona e semelhanças extremas entre os programas do candidato da direita Chirac e do concorrente socialista.

De outro lado, o número enorme de 16 candidatos e a gigantesca abstenção de 28% desempenharam um papel importante na derrota da esquerda dividida entre vários concorrentes. Com meio percentual de votos a menos que o radical de direita, Jospin anunciou sua retirada da política.

Manifestações de repúdio - Le Pen mostrou-se aparentemente indiferente às manifestações contra ele neste primeiro de maio. Cerca de 1,3 milhão de pessoas manifestaram repúdio à sua candidatura para a presidência da França. Só em Paris, mais de 400 mil pessoas foram às ruas protestar contra le Pen e sua Frente Nacional, enquanto o extremista de direita conseguiu reunir apenas dez mil partidários em Paris. Ele disse nesta quinta-feira que o que conta para se tornar presidente são os votos a ser dados neste domingo.

Em seu discurso no primeiro de maio, Le Pen tentou mostrar-se confiante na vitória, mas ao mesmo tempo apelou para a esquerda da França não votar em Chirac e sim nele próprio. O extremista de direita amedronta com as suas idéias de dar um basta na imigração, tirar a França da União Européia e abolir o euro, a moeda comum européia.

Racismo e preconceito - O medo revelado pela esquerda tem razão de ser também nas sentenças em que Le Pen revela o seu racismo, preconceito e desapreço aos princípios democráticos. Em maio de 1987 ele disse que "o aidético contamina com a sua respiração, saliva e contato. Ele é uma espécie de leproso". Em agosto de 1996, disse acreditar na "desigualdade das raças" e, em dezembro de 1997, foi condenado em Munique por ter dito que as câmaras de gás do Holocausto foram um detalhe da história da Segunda Guerra Mundial.

Negar o Holocausto (extermínio de seis milhões de judeus na Europa pelos nazistas) é crime passível de prisão na Alemanha. Por causa disso, Le Pen já havia sido condenado na França a uma multa equivalente hoje a 183 mil euros.

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