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Mundo

Chefe da Volkswagen nos EUA admite saber de problemas desde ano passado

Mais alto executivo da montadora nos Estados Unidos, Michael Horn, classifica incidente de "profundamente preocupante" e pede desculpas por uso de software manipulador. Ele será interrogado pelo Congresso americano.

Em comunicado enviado ao Congresso americano, o mais alto executivo da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, disse ter tomado conhecimento de problemas nas emissões dos motores a diesel da montadora no ano passado.

Horn tem audiência perante os legisladores do país agendada para esta quinta-feira (08/10). O executivo alemão de 51 anos, que assumiu o controle da subsidiária americana da Volks no ano passado, será interrogado em Washington sobre o quanto ele sabia sobre a manipulação nos testes de emissões de poluentes. Em milhões de veículos das mais variadas marcas da Volkswagen foi constatada a presença de um software desenvolvido pela montadora para fraudar os testes de emissões.

"Fui informado que os regulamentos da EPA [Agência de Proteção Ambiental dos EUA] incluíam várias penalidades pelo não cumprimento das normas de emissões e que as agências podem realizar testes de engenharia que incluem testes ou análises de 'dispositivos manipuladores'", escreveu Horn. "Também fui informado que os engenheiros da empresa trabalhariam com as agências para resolver o problema."

Horn acrescentou que havia entendido que equipes técnicas tinham um plano "para recolocar os veículos em conformidade" com as regulamentações. No entanto, após a declaração ter sido tornada pública, a porta-voz da Volkswagen, Jeannine Ginivan, afirmou à agência de notícias AP que Horn dirá em seu testemunho ter descoberto sobre o software manipulador "ao longo das últimas semanas".

"Profundamente preocupante"

"Em nome de nossa empresa, e de meus colegas na Alemanha, gostaria de oferecer um sincero pedido de desculpas pelo uso na Volkswagen de um software que servia para enganar o teste de emissões de poluentes", seguiu o texto do comunicado de Horn.

"Estes incidentes são profundamente preocupantes. Não achava que algo assim fosse possível no Grupo Volkswagen. Nós quebramos a confiança de nossos clientes, concessionárias e funcionários, assim como a da opinião pública e dos legisladores."

O comunicado também diz que a Volkswagen planeja retirar requerimentos que buscam certificações de emissões nos EUA para seus modelos de 2016 – o que levantou a possibilidade de que o software manipulador semelhante aos modelos anteriores também esteja incluído nos veículos novos.

Até então, a Volkswagen suspendeu quatro funcionários responsáveis pelo desenvolvimento de motores. A montadora também incumbiu uma empresa de advocacia de investigar o escândalo. Por fim, a Volks afirmou que precisará de mais de um ano para concluir um

recall completo dos veículos afetados

, muitos dos quais também devem estar nas ruas da Europa.

PV/afp/rtr/dpa/ap

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