Chefe da Otan defende contenção ao intervir na Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 18.12.2016
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Oriente Médio

Chefe da Otan defende contenção ao intervir na Síria

Falando a jornal alemão, Jens Stoltenberg justificou a pouca intervenção no conflito sírio por parte da Otan, apontando o perigo de piorar a situação. ONU vota resolução para monitorar evacuação de Aleppo.

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg

Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg: solução militar nem sempre leva a final feliz

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou que uma operação militar da aliança na Síria teria piorado a situação do país em guerra. A declaração foi feita neste domingo (18/12) ao jornal alemão Bild am Sonntag.

Há quase seis anos a Síria enfrenta uma guerra civil crescentemente brutal. Stoltenberg advertiu quanto aos perigos de uma escalada militar em zonas de conflito como essa: "Às vezes é certo empregar meios militares – como no Afeganistão. Mas em outras, os custos de uma missão militar são mais altos do que seus benefícios."

Uma solução militar nem sempre leva a um final feliz, prosseguiu o político norueguês. "Se se respondesse a todo problema, a toda catástrofe humanitária com força militar, terminaríamos num mundo com ainda mais guerra e sofrimento."

Em entrevista ao mesmo jornal, a ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, criticou os bombardeios contra civis pelas forças armadas russa e síria. "Nem o povo sírio nem a comunidade internacional vão esquecer a impiedade dessas ações em Aleppo, que é injustificável. Quem quer que seja responsável pelo emprego de gás tóxico e bombas contra hospitais e crianças não pode simplesmente voltar ao normal."

Na sexta-feira, a também democrata-cristã chefe do governo alemão, Angela Merkel, acusara a Rússia e o Irã de cometerem crimes de guerra em Aleppo.

ONU vota nova resolução para Aleppo

Nesta segunda-feira o Conselho de Segurança das Nações Unidas votará uma resolução proposta pela França no sentido de agilizar a mobilização de observadores da ONU para a cidade de Aleppo.

A decisão conta com apoio cauteloso de Moscou, que ameaçara vetar um primeiro esboço apresentados pela delegação francesa. Este propunha que observadores monitorassem o processo de evacuação do ex-reduto rebelde tomado pelas tropas governamentais sírias e relatassem sobre a segurança dos civis.

Segundo a ONU, ainda há 40 mil civis detidos nas áreas de Aleppo mantidas pelos rebeldes. Desde o início da guerra civil, em 2011, a Rússia, aliada do governo do presidente Bashar al-Assad e participante ativa no combate aos opositores do regime, vetou seis resoluções do Conselho relativas à Síria.

AV/afp/rtr/ap/dpa

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