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Mundo

Carro-bomba atinge consulado italiano no Cairo

Explosão destruiu parte do edifício e matou uma pessoa que estava próxima ao local, no centro da capital egípcia. Grupo terrorista "Estado Islâmico" assume autoria do atentado.

Um carro-bomba explodiu na manhã deste sábado (11/07) em frente ao consulado da Itália no Cairo, destruindo grande parte do edifício. O atentado foi reivindicado pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas.

A explosão ocorreu numa região movimentada no centro da capital egípcia, próximo à entrada posterior do consulado. Segundo as autoridades italianas, o local estava fechado e nenhum funcionário ficou ferido. A vítima foi um vendedor ambulante que se encontrava nas imediações, informou o ministério egípcio do Interior.

O EI assumiu a responsabilidade pelo atentado por meio de uma declaração postada no Twitter. Os jihadistas alertaram que os muçulmanos devem se manter afastados de locais de alta segurança, como o consulado, por serem "alvos legítimos" dos ataques.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, conversou com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, após o ataque e reiterou o apoio da Itália ao Egito. Em nota, Renzi declarou que os dois países "estão e sempre estarão juntos na luta contra o terrorismo."

O ministro italiano do Exterior, Paolo Gentiloni, informou que o país irá reforçar a segurança em representações italianas no Cairo e em outras localidades do Egito.

O governo brasileiro condenou o atentado terrorista contra o consulado italiano na capital egípcia. "O recurso à violência indiscriminada, praticada sob qualquer pretexto, merece o mais veemente repúdio da sociedade e do governo brasileiro", afirmou o Itamaraty em nota.

Desde a deposição do ex-presidente islamista Mohammed Morsi, em 2013, o Egito sofre constantes ameaças de grupos de insurgentes. Há poucos dias, um ataque perpetrado pela ramificação do EI na Península do Sinai

matou 17 soldados egípcios

.

Em outro atentado no final de junho, o procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, responsável por levar a julgamento milhares de partidários de Morsi, foi morto num ataque a bomba.

RC/ap/dpa

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